quarta-feira, 17 de março de 2010

Ordem para arrumar a casa...


As últimas notícias que têm saído no que ao F.C Porto diz respeito, remetem para a mais que previsível redefinição da estrutura do departamento de futebol do clube.

Foi com bastante agrado que vi hoje, no jornal OJOGO, a possibilidade de integrar Pedro Emanuel na estrutura técnica Portista da época que se avizinha.

A equipa este ano padece, claramente, de uma voz de comando e não parece que B.Alves seja o portador indicado de uma "mística" que vem resistindo de ano para ano.

Já aqui foi referido que tanto B.Alves como R.Meireles não estão "de corpo e alma" no F.C Porto e, como tal, é natural que grande parte dos jogadores que entraram esta época no clube, não estejam devidamente identificados com a realidade e dimensão de um clube com pergaminhos por essa Europa fora.

Falta nitidamente uma voz de comando e, como tal, não tenho a menor das dúvidas que a inclusão de Pedro Emanuel como elemento de importância acrescida (sobretudo no balneário), pode ser um pequeno (grande) passo para o sucesso.

Afinal de contas estamos a falar de um ex-jogador com muitos anos de F.C Porto. Ao longo de variadíssimas épocas com a camisola "azul-e-branca", Pedro Emanuel (à imagem de, por exemplo, Vitor Baía) ganhou tudo. Taça UEFA, Liga dos Campeões e Taça Intercontinental são apenas três dos principais títulos que marcam a carreira de um ex-jogador que se pode ainda orgulhar de ter ganho cinco campeonatos nacionais. Indivíduos como Pedro Emanuel, Vitor Baía e, por exemplo, Jorge Costa, praticamente não existem nos dias de hoje no futebol. E é nesse sentido que apostar neste ex-jogadores para os mais diversos cargos por preencher no clube, é absolutamente fulcral para reiniciar um trilho de vitórias.

A título de curiosidade, Pedro Emanuel até já tem uma experiência bem sucedida no seu primeiro ano enquanto treinador dos juniores B do F.C Porto (Sub-17). A equipa que é por si orientada neste preciso momento tem, nada mais nada menos que 116 golos marcados (melhor ataque da prova) e apenas 9 golos sofridos (melhor defesa da prova).

Obviamente há que salvaguardar que Pedro Emanuel não pode nem deve ser o técnico principal da equipa do F.C Porto (porque um ano como treinador dos juniores B é ainda um curriculum muito "curto" para poder assumir um cargo de tal responsabilidade), no entanto se porventura o F.C Porto tiver na predisposição de optar por um técnico de nacionalidade Portuguesa, creio que as escolhas mais óbvias têm de passar por homens que passaram por esta casa e rubricaram anos "dourados" de Dragão ao peito.

Durante a semana passada, outra das boas notícias para os lados do Dragão foi precisamente a renovação de contrato com Ukra (extremo do F.C Porto emprestado à Olhanense). É claramente um sinal que o jogador (finalmente!) fará parte dos quadros do F.C Porto para a próxima-época.

O mesmo caminho deverá seguir o seu actual companheiro de equipa, Castro, cujo potencial já é mais que reconhecido e merecedor de uma oportunidade a sério com a camisola Portista.

Aparentemente esta época (onde ainda há dois troféus em disputa), é uma época de transição e espero eu que mude um pouco a forma como o F.C Porto tem construido os seus plantéis. É certo que nos últimos três anos tivemos sempre grandes equipas, este ano também temos grandes jogadores, no entanto existem alguns dos jogadores que compõem o actual plantel, que não cumprem os requisitos necessários para um clube com objectivos bastante elevados.

A incontornável incompetência de Jesualdo Ferreira, embora não sendo o único motivo para o insucesso que tem pautado esta época (até porque os castigos e a escolha de alguns jogadores também abalou a estrutura Portista), é de longe o principal motivo. Veja-se, a título de exemplo a temporada de 2006/07 (na qual o F.C Porto foi campeão com apenas 1 ponto de avanço do segundo classificado e foi eliminado da Taça de Portugal, em casa, pelo modesto Atlético). Ora na referida temporada o F.C Porto tinha no seu plantel nomes como Vitor Baía, Helton, Fucile, Bosingwa, Pepe, B.Alves, P.Assunção, Lucho, Anderson, R.Meireles, Ibson, Quaresma e até Lisandro. Ora, como se pode verificar, o que fez o F.C Porto ganhar tão pouco numa época em que podia ganhar muito, foi sem margem de dúvidas a falta de critério e de organização de Jesualdo Ferreira. O seu modelo foi ficando ano após ano cada vez mais "gasto" e neste momento é na sua sucessão que reside a razão de sucesso para as temporadas que se avizinham.

terça-feira, 16 de março de 2010

Comentário Nacional da Madeira 0 vs 1 SLBenfica

Teste de alto risco para o Benfica aquele disputado na choupana para a 23º jornada da Liga Sagres, alto risco devido a vários factores é uma deslocação sempre difícil, todos os adversários do Benfica tinham ganho, e realizou-se apenas dois dias depois do empate na Luz com o Marselha.

Ora foi um jogo em que notou-se claramente que o Nacional foi a procura do rebuçado, até me causou surpresa visto que o Nacional é uma equipa que normalmente em casa gosta de jogar para a vitória e poderia no meu entender aproveitar a menor frescura física do Benfica não o fez e diga-se ainda bem porque o Benfica assim não teve que correr atrás da bola antes pelo contrario teve sempre no seu poder e controlou o jogo a seu belo prazer, não foi um grande jogo como era de esperar mas foi um jogo que percebeu-se claramente que salvo algum erro de maior o Benfica acabaria por ganhar principalmente com a atitude em que a equipa entrou na segunda parte, marcou apenas um mas falhou um penalty e duas claras situações de golo na cara do guarda-redes contrario.

Mais uma vez Cardozo falhou um penalti começa a ser habitual começa a ser claro que deveria no final de cada treino treinar constantemente livres directos e penaltis porque a sua habitual precisão neste tipo de lances já não existe a algum tempo, o que é pena porque poderia ter dado mais alguns pontos ao Benfica.

Não houve neste jogo uma individualidade que se destaca-se foi mais o colectivo que ganhou este jogo no entanto há que destacar dois nomes David Luiz e Di Maria que foram sem duvidas as unidades que mais se destacaram.

A ultima referência do jogo vai para um tal de Leandro Salino da equipa do Nacional que neste jogo confundiu as suas funções de jogador profissional com as de palhaço porque foi o que ele fez todo o jogo uma figura de palhaço durante pelo menos a primeira parte passou todos os minutos atirar-se para o chão e a pedir falta, os adeptos devem começar a tomar posição sobre este tipo de mau profissionalismo que realmente só estraga o futebol nacional, eles não pagos como jogadores não como palhaços.

Bem ai a segunda-mão do jogo com o Marselha para a liga Europa, não se deve poupar unidades penso que o jogo da Taça da Liga no domingo apesar de ser uma final contra um grande rival é mais um jogo, também é a nossa vez de menosprezar a taça. E em França quinta-feira acredito e tenho fé que o Benfica pode fazer uma grande figura e alegrar toda a comunidade portuguesa que reside em França.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Menos uma final...

Foi mais uma demonstração de grande classe da equipa de Jorge Jesus. O Benfica dominou totalmente a partida deste domingo com o Nacional da Madeira e obteve, por isso, mais uma importante vitória rumo ao seu principal objectivo na presente temporada. Cardozo foi o autor do golo do triunfo no jogo da 23.ª jornada da Liga.

Foi com três novidades que o Benfica entrou em campo no recinto do Nacional da Madeira. Em relação ao último desafio da Liga Europa com o Marselha, o treinador Jorge Jesus fez regressar Quim à baliza e Fábio Coentrão ao lado esquerdo da defesa. Já Ruben Amorim foi chamado para ocupar o lugar de Maxi Pereira no lado direito da defesa.

Apesar de jogar em casa e de ambicionar por um lugar nas competições europeias, o Nacional passou a primeira parte só a defender o nulo. O Benfica procurou todas as formas possíveis para ultrapassar a defesa contrária. Os “encarnados” tentaram as habituais combinações rápidas entre os seus jogadores, mas também lançamentos nas costas dos defesas do Nacional. No entanto, os visitados conseguiram travar todas as iniciativas, indo para as cabines com o empate a zero.

As oportunidades criadas pelo Benfica eram, contudo, merecedoras de outro resultado. Depois de um remate de Di María aos seis minutos, o Benfica teve um remate perigoso de Cardozo (16’). Mas a melhor hipótese surgiu aos 25 minutos, altura em que Saviola arrancou para dentro da área e rematou de forma colocada, mas ao lado da baliza do guarda-redes Bracalli. O Benfica também tentou chegar ao golo na cobrança de dois livres de Cardozo, mas os remates não foram suficientes incomodativos para o guardião da casa (35’ e 40’).

Em termos ofensivos, o Nacional só chegou com perigo às redes de Quim por duas vezes. Ambas foram bem travadas pelo guarda-redes do Benfica (23’ e 42’).

Cardozo decisivo
O Benfica entrou ainda mais forte no segundo tempo e sinal disso mesmo foi o remate muito perigoso de Fábio Coentrão. Este só foi travado por uma boa defesa de Bracalli (46’). Com o controlo absoluto do desafio, os “encarnados” foram desperdiçando oportunidades de golo. Di María deu um aviso com um remate de fora da área (57’), sendo que Cardozo falhou uma grande penalidade aos 62 minutos. O paraguaio atirou ao lado, mas redimiu-se logo de seguida ao corresponder a um cruzamento de Ruben Amorim (64’).

Apesar de estar em desvantagem, o Nacional manteve a sua estratégia de defender e tentar explorar um erro defensivo dos “encarnados”. Para quem pretende chegar aos lugares cimeiros, é muito pouco para tal. Indiferente à postura do adversário, o Benfica continuou sempre a pressionar e a procurar o segundo golo. Cardozo viu Bracalli fazer mais duas intervenções de bom nível (68’ e 72’), evitando o 0-2.

No único lance de registo que teve no segundo tempo, o Nacional esteve perto do empate, no entanto, Quim mostrou todas as suas qualidades ao parar o cabeceamento de Cléber com uma excelente intervenção (85').

O Benfica foi a única equipa em campo a querer ganhar o jogo e a demonstrar futebol para isso. Por isso, os “encarnados” somaram mais uma grande vitória rumo ao título nacional.

A equipa de Jorge Jesus continua com três pontos de vantagem sobre o Sp. Braga, próximo adversário na Liga, e 11 sobre o FC Porto. Já só faltam sete finais!

O Benfica apresentou o seguinte onze: Quim; Ruben Amorim, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Javi Garcia; Ramires, Aimar (Maxi Pereira, 71’) e Di María (Kardec, 87’); Saviola (César Peixoto, 82’) e Cardozo

in SLBenfica.pt

domingo, 14 de março de 2010

F.C Porto passa "exame" com nota de 9.5 valores...


Foi um F.C Porto "q.b" aquele que se apresentou perante os pouco mais de 5000 adeptos presentes no estádio Municipal de Coimbra. Numa primeira-parte totalmente inoperante, inconsequente e mal jogada da parte dos Dragões, foi a Académica que se adiantou no marcador também sem que nada o justificasse. O golo, esse, foi obtido da marca de grande penalidade, numa falta que apenas João Capela foi capaz de descortinar.

Dessa grande penalidade resultou um cartão amarelo para B.Alves e, minutos mais tarde, seria o capitão Portista a reestabelecer a igualdade no marcador com que as equipas, entretanto, reconheram às cabines.

Foi, ao fim e ao cabo, uma primeira-parte muito "pobre" e aparentemente tudo indicava que o empate tenderia a arrastar-se até ao final da partida, a não ser que na segunda-parte alguma das equipas alterasse bastante a sua postura (até então bastante passiva no jogo). E assim foi. Na segunda-parte, ainda que sem fazer um jogo muito bom, o F.C Porto surgiu de "cara lavada" e com maior disponibilidade de alterar o rumo dos acontecimentos. A Académica, por seu turno, deu continuidade à sua postura calculista e defensiva, culminada com as habituais quedas teatralizadas dos seus jogadores (quedas essas que, subitamente, deixaram de existir assim que o F.C Porto alcançou o 1-2 com que o jogo viria a terminar).

No plano global, a equipa esteve toda ela uns bons furos abaixo daquilo que é na realidade o seu verdadeiro potencial. A meu ver, houve apenas três jogadores que jogaram bastante bem, entre os quais destaco Miguel Lopes (que me parece um lateral-direito que, embora tenha algumas lacunas sobretudo no capítulo dos cruzamentos, compensa e bem com a raça e atitude que coloca em campo), Belluschi (que regressou à equipa e deu uma resposta bastante positiva, ao ponto de ter sido o jogador mais rematador do lado do F.C Porto) e C.Rodriguez (que, na minha perspectiva, é um daqueles jogadores que cumpre todos os requisitos para ser indiscutível em qualquer dos "onzes" escalonado por Jesualdo Ferreira).

Este jogo serviu também para constatar que, hoje em dia, Jesualdo Ferreira é um treinador desnorteado e sem "pulso" na equipa. Primeiro disse, no seguimento do jogo em Londres, que Nuno A.Coelho jogou muito bem. Ora, se jogou assim tão bem, porque razão não houve continuidade na sua aposta face à ausência de Fernando?

A forma como Jesualdo estruturou o "onze" para o jogo de ontem (ainda que tenha sido, a meu ver, a mais correcta), contradiz estas declarações em torno do rendimento de Nuno A.Coelho no último jogo a contar para a Champions. Jesualdo procurou, desta feita, calar os críticos "atirando" um pouco de "areia" para os seus olhos.

Por outro lado, outro dos sinais do desnorte de Jesualdo Ferreira, assistiu-se ontem ao minuto 3:16 do período de descontos, na segunda-parte. O jogo estava prestes a terminar (recordo que o árbitro tinha anunciado 4 minutos de compensação), e eis que precisamente ao minuto 3:16 do referido período de compensação, Jesualdo Ferreira manda David Addy (promissor lateral-esquerdo Ganês) despir o fato de treino para entrar na partida. Como é óbvio e, ainda que o jovem lateral tenha tido tempo de se preparar para entrar em campo, a escassez de tempo assim não o permitiu e digamos que Jesualdo obrigou Addy a fazer aquilo a que vulgarmente chamamos "figura de Urso".

Eu, pessoalmente, se fosse jogador sentir-me-ia um pouco indignado numa situação idêntica. Quando o jogo estava ganho, quando o resultado estava perfeitamente controlado, o que deu na cabeça de Jesualdo para mandar um jogador tirar o fato de treino para entrar a 44 segundos do apito final?

Este e muitos outros são apenas alguns dos atestados de incompetência que têm pautado a gestão do plantel de Jesualdo Ferreira ao longo das últimas épocas e, em particular, na presente temporada.

Por fim, uma nota ainda para o estado de ansiedade com que a equipa se debate neste momento. A título exemplificativo veja-se a forma intempestiva como que B.Alves comemorou o seu golo (que, pelo que percebi, insultou os jogadores da Académica com termos não muito correctos). A par desta reacção descontrolada de B.Alves, destaco ainda ao falhanço da grande penalidade (mesmo no final da partida) por Radamel Falcao. Afinal de contas estamos a falar de um ponta-de-lança "frio" e letal, daí que tenha sido de estranhar todo o seu aparente nervosismo num momento em que o F.C Porto tinha o jogo mais que resolvido. Ao fim e ao cabo, a falta de confiança e a ansiedade com que Radamel Falcao avançou para a marcação da grande penalidade, é reflexo do "estado sobre brasas" em que a equipa, infelizmente, se encontra.

Uma última nota ainda para a Académica e, em particular, para o "José Mourinho Júnior".

Tem sido com alguma persistência (e em particular no decorrer desta semana), que o nome de André Villas-Boas tem sido colocado pela imprensa como potencial substituto de Jesualdo Ferreira. Ora, posso estar até enganado, mas não creio que André Villas-Boas tenha "tarimba" e pulso o suficiente para lidar com um "avião desta dimensão".

A imprensa desportiva Nacional é "perita" em criar estrelas e "mitos" onde eles não existem e, na minha perspectiva, não creio que o facto de André Villas-Boas usar fatos da Armani, de usar a barba por fazer há três dias e por ter um discurso arrogante à imagem do seu "mestre", faça dele um novo José Mourinho. A Académica, se bem me recordo, pouco mais do que um remate fez à baliza do F.C Porto. Foi uma equipa que se preocupou excessivamente em "queimar tempo" (teatralizando várias quedas e lesões antes do 1-2) e em actuar com os blocos excessivamente baixos na "caça do pontinho".

Espero, sinceramente, que Villas-Boas não seja o "escolhido" para a próxima época. Caso contrário será "mais do mesmo"...

sábado, 13 de março de 2010

Mistério desvendado...


Que o F.C Porto está a viver um dos piores anos da sua história enquanto clube, isso é por demais evidente. O F.C Porto foi, é e será sempre um clube vencedor (seja dentro ou fora de "portas"), daí que a irregularidade desta equipa tenha levantado sérias dúvidas sobre quais os seus principais motivos de origem.

Hoje, quando consultava o jornal OJOGO, eis que foi desvendado um dos "mistérios" que pairava no seio do balneário Portista. Falo precisamente de Ernesto Farías, cuja ausência se fez notar a partir do momento que o negócio Kléber abortou.

O avançado Brasileiro, que até chegou a viajar à cidade Invicta para ultimar os detalhes que o iriam vincular ao F.C Porto, teve "guia de marcha" e voltou para o seu clube de origem (Cruzeiro de Belo Horizonte). As razões, essas, nunca foram devidamente comunicadas e partindo do pressuposto que até estaria tudo alinhavado para Kléber assinar pelo F.C Porto, foi com enorme surpresa que mesmo perto do fecho do mercado de inverno o negócio não se concretizou. Foi simplesmente Ernesto Farías que "abortou" o negócio. O jogador que até tem uma média de golos bastante assinalável e que, ao longo dos últimos anos, tem "safo" o F.C Porto nas mais diversas ocasiões, viu o seu nome novamente envolvido num "pacote negocial". Já na época transacta (numa primeira investida por Kléber), Farías tinha sido colocado como "moeda de troca" e, tendo ele consciência da sua utilidade em diversos momentos do clube, é natural que não se tenha sentido na disposição de ser "despachado". O atleta Ernesto Farías suponho que nem terá sido consultado e o seu valor, dignidade e esforço com a camisola Portista, são motivos mais que suficientes para que, da minha parte, eu condene a atitude da S.A.D Portista. Aliás, se há jogadores que a S.A.D Portista tenta "despachar" a todo o custo (como é o caso de Ernesto Farías), existem outros que são tratados como "primas-donas" do clube (refiro-me aos já conhecidos casos de R.Meireles e B.Alves), que aparentemente não vêm o seu lugar no "onze" em risco, independentemente da atitude e do momento de forma em que aparentemente se encontram.

Globalmente sempre achei a gestão do F.C Porto excelente (e isso vê-se em situações como estas, já que todo este tipo de polémicas não sai "cá para fora" logo ao fim de meia-hora, ao contrário do que aconteceu com o Sporting C.P no caso Sá Pinto - Liedson), no entanto não a considero infalível. Falhou ao ter prolongado o contrato com Jesualdo Ferreira por mais uma época, quando este já apresentava um modelo de jogo "gasto", falhou ao tentar "despachar" Farías a cada oportunidade no mercado que lhes fosse surgindo (conseguindo, desta feita, "estragar" mais um jogador), falhou ao vender Lucho e ao manter jogadores como B.Alves e Meireles (perfeitamenta alheios ao grupo de trabalho). Enfim, a S.A.D e toda a gestão do F.C Porto este ano, falhou.

É, no entanto, perfeitamente normal que todas as grandes equipas tenham um ano "mau", por entre diversos anos culminados de páginas douradas. O que este ano está a suceder com B.Alves e R.Meireles, foi o mesmo que sucedeu com Maniche e Costinha, precisamente uma época após terem ganho tudo. Na referida época, estes dois jogadores que tinham sido absolutamente fundamentais para a conquista da Champions (2004), apresentavam acima de tudo os seus níveis de motivação em baixo. Lidar com o sucesso pode ser tão ou mais desmotivador que lidar com o insucesso.

O mesmo, veja-se, passou-se com C.Ronaldo no Manchester United. Ora, um jogador que tinha sido o "melhor do Mundo", um jogador que tinha ganho uma Liga dos Campeões e sabendo que se tratava de um jogador que tinha ganho todos os títulos em Inglaterra , é natural que tenha tido necessidade de procurar outros objectivos, apesar do "ordenado de rei" que auferia no Manchester United (clube que, a meu ver, nem é inferior ao Real Madrid).

Paralelamente é um pouco isto que se passa no F.C Porto. Os jogadores em causa têm pautado as suas últimas temporadas por sucesso e por inúmeros recordes atingidos, no entanto, sentem-se algo acomodados ao clube e aparentam um desinteresse pelos jogos que vêm disputando.

O que critico na S.A.D é precisamente isto. Farías (que nunca levantou quaisquer problemas por ser o "eterno suplente") gostava de continuar no F.C Porto, já com Meireles e B.Alves, passa-se precisamente o contrário. Às vezes até se dá o caso de querem seguir as pisadas de jogadores como Paulo Assunção. O ex-trinco do F.C Porto "roeu a corda", assinou por um clube inferior ao F.C Porto a todos os níveis (Atl.Madrid), na busca apenas de um pouco mais de "pesetas".

Por muito que façam conferências de imprensa conjuntas, por muito que Jesualdo venha a público dizer que o F.C Porto vai "lutar até ao fim", é por demais evidente que este grupo está longe de estar unido.

E ainda no que concerne ao plantel do F.C Porto, eu direi que toda a próxima época terá de ser objecto de análise e ponderação e, na minha perspectiva, do actual plantel apenas cerca de 14 jogadores têm competências e merecem sem sombra de dúvidas continuar na próxima época: Helton, Beto, Fucile, Miguel Lopes, Álvaro, Addy (?), Maicon, Fernando, Ruben Micael, Belluschi, Varela, Rodriguez, Hulk e Falcao. Todos os restantes (inclusive o treinador), têm "carta branca" para procurar outro clube (isto numa opinião meramente pessoal, enquanto simpatizante e sócio do F.C Porto).

sexta-feira, 12 de março de 2010

Comentário SL Benfica 1 vs 1 Marselha

Bom jogo de futebol o que opôs Benfica e Marselha para a primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa, um Marselha que surpreendeu muita gente e até o Benfica mostrou ser o oponente mais forte está época para o Benfica. As primeira oportunidades de golo foram até dos franceses tendo o Benfica respondendo a espaços, houve boas oportunidades para ambas as equipas na primeira parte e o 0 - 0 aceitava-se por aquilo que se tinha visto.

Na segunda parte a historia foi diferente o Benfica tomou por completo conta do jogo, e só por manifesta infelicidade é que o clube da luz não conseguiu marcar mais cedo, o golo surgiu já nos últimos 20 minutos da partida e mesmo assim Maxi Pereira aproveitou um falhanço do guarda-redes contrário, 1-0 era no meu ponto de vista um excelente resultado em casa olhando para aquilo que tinha sido o jogo, no entanto Jorge Jesus cometeu um pequeno erro ao apostar tudo ou nada no 2-0 que permitiria quase por completo encerrar a eliminatória, trocou Saviola por Eder Luis e Cesár Peixoto por Fábio Coentrão, quando Di Maria mostrava sinais de tremendo cansaço. Até que aos 90 minutos uma jogada pelo lado esquerdo em que Di Maria não conseguiu acompanhar o lateral direito Francês este cruzou e Ben Arfa fez o 1 - 1 final , é certo que o 2-0 esteve muito perto com um grande remate a barra aos 87 minutos de Ramires no entanto o 1-0 seria um bom resultado olhando ao que se passou durante o jogo, principalmente na primeira parte.

Mas enfim não se pode ganhar sempre é um resultado que deixa tudo em aberto para a segunda mão estou mais preocupado com a condição fisica que o Benfica se apresentará Domingo na choupana mas com o apoito dos Benfiquistas estou crente que seremos capazes de ganhar mais está final.

Benfica golotão ficou com congestão....

O Benfica fez esta quinta-feira uma boa exibição frente ao Marselha, mas consentiu o empate mesmo no final do jogo da 1.ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa. Fica tudo em aberto para a partida da próxima quinta-feira, dia 18 de Março, no Vélodrome.

Para a recepção ao Marselha, o treinador Jorge Jesus procedeu a algumas alterações relativamente ao jogo do campeonato nacional com o Paços de Ferreira. Desde logo, o argentino Pablo Aimar voltou para ocupar a posição de médio-ofensivo, ficando Carlos Martins no banco de suplentes. Fábio Coentrão, que vinha a ocupar o lado esquerdo da defesa nos últimos encontros, foi substituído por César Peixoto no jogo desta noite. Depois de ter cumprido dois encontros de castigo para a Liga portuguesa, o espanhol Javi Garcia também regressou à titularidade. O jovem Airton foi “sacrificado” para a partida da 1.ª mão dos oitavos-de-final da Liga Europa. Ramires recuperou de um traumatismo no joelho direito e regressou, igualmente, ao onze “encarnado”.

O adversário do Benfica assentou a sua estratégia na clara queima de tempo em todas as reposições de bola, tentando chegar ao golo num lance esporádico de ataque. Lucho, aos 15 minutos, e Brandão, aos 20, tentaram bater Júlio César, mas felizmente os remates não levaram a melhor a direcção.

A equipa de Jorge Jesus também tentou chegar à baliza contrária num remate de David Luiz (5’) e num cabeceamento de Cardozo (16’), mas o verdadeiro perigo começou a partir dos 29 minutos. Depois de uma fase de equilíbrio na partida, o Benfica começou a desequilibrar a balança com o seu habitual pendor ofensivo. Com combinações de grande nível entre os seus jogadores, os “encarnados” dispuseram de várias oportunidades para abrir o activo no Estádio da Luz. Di María começou com um remate de fora da área aos 29, tentando em jeito fazer o golo aos 44 minutos. Numa jogada de grande entendimento entre Saviola e Aimar, este último entrou na área e só não marcou devido à defesa do guarda-redes do Marselha (40’). Aos 43, foi a vez de Cardozo ver um defesa contrário desviar o seu remate para canto.

Foi só no final da primeira parte que o Marselha voltou a reaparecer, o que demonstra os intuitos com que o adversário veio a Lisboa. Valeu, mais uma vez, o pouco acerto de Lucho (45’).

A segunda parte foi ainda de domínio mais acentuado do Benfica. Ramires foi um dos jogadores mais em foco com várias tentativas de remate (49’) e 69’), mas foi Maxi Pereira que colocou em delírio os 46.635 espectadores que estiveram na Luz. Após um cruzamento de Di María, Cardozo não acertou bem na bola e esta sobrou para o uruguaio no interior da área, rematando para o fundo das redes “encarnadas” (76’).

O Benfica ainda esteve perto de fazer o 2-0 num remate de Ramires, mas este embateu com estrondo na barra (86’).

Injustiça no final
O Marselha, que conseguiu ainda fazer menos durante a segunda parte, foi bafejado pela sorte num lance no final do desafio. Após um cruzamento do lado direito de Bonnart, o recém-entrado Ben Arfa cabeceou com êxito para o fundo das redes de Júlio César (90’).

Este lance não mancha, no entanto, a boa exibição efectuada pelos “encarnados” no encontro frente ao Marselha. Pelo que se viu na partida desta noite, o Benfica tem todas as condições para seguir em frente na competição. O desafio da 2.ª mão é já na quinta-feira da próxima semana.

O Benfica apresentou o seguinte onze: Júlio César; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e César Peixoto (Fábio Coentrão, 77’); Javi Garcia, Ramires, Di María e Aimar (Carlos Martins, 64’); Saviola (Éder Luís, 87’) e Cardozo.

in SLBenfica.pt