
terça-feira, 30 de março de 2010
Fogo cruzado...

segunda-feira, 29 de março de 2010
Conselho de justiça muito assiduo nas bancadas do Dragão.

O membro do Conselho de Justiça (CJ) da FPF responsável pelo acórdão que ditou redução dos castigos a Hulk (de quatro meses para três jogos) e Sapunaru (de seis meses para quatro jogos), Dionísio Alves Correia, confidenciou em Coimbra, a pessoas ligadas ao futebol, que iria confirmar na íntegra a decisão da Comissão Disciplinar (CD) da Liga.
Segundo soube o CM, o também vice-presidente do CJ afirmou que não havia qualquer hipótese de entender os stewards fora da categoria dos "intervenientes no jogo com acesso ao recinto desportivo" – designação utilizada pelo Regulamento Disciplinar da Liga – e, portanto, a tese de que poderiam ser equiparados a espectadores – apresentada pelo FC Porto no recurso – não era compreensível.
Nessas conversas, Dionísio Alves Correia (conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça), que reside em Coimbra, declarou--se ainda impressionado com a fundamentação jurídica do acórdão da CD e entendia que a jurisprudência do CJ – que já definira que bombeiros e maqueiros em funções em jogos também eram "agentes desportivos" agredidos – era certa e tinha de ser seguida neste caso. Já estava inclusivamente a fazer o acórdão que iria rejeitar todas as pretensões do FC Porto.
Contudo, na reunião do CJ de 24 de Março, apresentou um acórdão em que equiparou os stewards a espectadores, pelo que as punições a Hulk e Sapunaru tinham de ser em jogos e não em período de tempo, para espanto de alguns colegas, que sabiam o que pensava Dionísio Alves Correia e estavam de acordo com ele, casos de Alexandra Pessanha (docente universitária), Maria Dulce Ferreira (procuradora da República jubilada) e Sarmento Botelho (desembargador jubilado e também residente em Coimbra). E estranharam a adopção, sem mais, da tese do FC Porto – tanto mais que, de acordo com o que ficou escrito na versão final do acórdão, o steward ser espectador "não é muito líquido nem satisfatório".
De acordo com as fontes contactadas, Alexandra Pessanha, Maria Dulce Ferreira e Sarmento Botelho também ficaram incomodados com o facto de o líder do CJ ter escrito no acórdão que os directores de segurança dos clubes – que coordenam a actuação dos stewards nos estádios – eram "agentes desportivos" porque tinham responsabilidades em relação ao recinto desportivo.
ACÓRDÃO VIA FAZ PARA LIGA E FC PORTO
Após ter sido tomada a decisão que diminuiu os castigos de Hulk e Sapunaru, o acórdão do CJ foi enviado por fax à Liga e ao FC Porto, o que não é habitual. As outras decisões, em especial a que confirmou o castigo do bracarense Vandinho (três meses por agressão ao treinador adjunto do Benfica Raul José), foram por correio e chegaram à Liga na passada sexta-feira.
O FC Porto perdeu a Taça da Liga no domingo (derrota por 3-0 diante do Benfica) e tinha jogo da Taça de Portugal em Vila do Conde na quarta-feira, dia em que foi enviado por fax o acórdão. O CM soube ainda que depois de saber que era o relator do caso Hulk e Sapunaru, Dionísio Alves Correia pediu logo à Federação Portuguesa de Futebol, através da secretária Estrela Tomás, que pedisse à Liga para enviar o acórdão da Comissão Disciplinar (CD) em ficheiro Word, mesmo antes de a Liga enviar a contestação ao recurso dos jogadores. A contestação da CD chegou à FPF em 10 de Março.
APONTAMENTOS
SOUSA LAMAS DRAGÃO
António Sousa Lamas, membro do CJ, é conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. Vive em Aveiro mas é visto frequentemente na tribuna presidencial do Dragão, com cachecol do FC Porto.
DINIS E COSTA ANDRADE
Joaquim Sousa Dinis, presidente do CJ, é vizinho em Coimbra de Costa Andrade, na rua Machado de Castro, e tem relações próximas com o professor da Faculdade de Direito.
JOÃO LEAL FORA
Ao contrário do habitual, a reunião do CJ de 24 de Março não teve como secretário João Leal. O assessor jurídico da FPF estava no Congresso da UEFA, em Israel. A reunião foi secretariada por Estrela Tomás.
UNANIMIDADE
Apesar de Alexandra Pessanha, Maria Dulce Ferreira e Sarmento Botelho estarem contra a equiparação dos stewards a espectadores, votaram a favor do acórdão. O CM sabe que tal se deve a um pacto que existe no CJ: todas as decisões importantes têm de ter o apoio de todos os conselheiros.
COSTA ANDRADE DECISIVO
A posição de Dionísio Correia foi defendida pelo presidente do Conselho de Justiça, Joaquim Sousa Dinis, e por António Sousa Lamas, que se referiram a um artigo de opinião de Costa Andrade, penalista e professor da Faculdade de Direito de Coimbra. No dia 4 de Março de 2010, Costa Andrade escreveu no jornal ‘Público’ um artigo de opinião contra a decisão da Comissão Disciplinar da Liga, onde defendeu que os stewards não podiam ser intervenientes na realização do jogo. Costa Andrade já tinha dado pareceres jurídicos sobre as escutas telefónicas a João Bartolomeu e a Pinto da Costa nos processos desportivos do ‘Apito Final’. Nesse artigo, descreveu-se como simpatizante do FC Porto; os que lhe são mais próximos reconhecem ainda que se dá bem com o departamento jurídico dos dragões.
in CM
Só como reparo ficava bem a instituição FC Porto começar a preocupar-se mais em jogar dentro das quatro linhas, a sua imagem começa a ficar bastante mais ligada a estas jogadas de bastidores do que mais propriamente as conquistas obtidas muitas delas fantásticas para o futebol nacional.
domingo, 28 de março de 2010
14 jogos a mais sem ver disto...

Comentário SL Benfica 1 vs 0 Braga

Praticamente 5 anos após o Benfica 1 Sporting 0 marcado pelo golo de Luisão de cabeça nos últimos segundos de jogo que se viria a revelar decisivo na conquista do ultimo titulo, desta vez o nosso capitão não nós fez esperar pelos ultimos segundos e decidiu mais esta decisiva partida para o lado dos encarnados.
Foi um jogo bastante interessante o assistido em loco por mais de 60000 pessoas, aquele o disputado pelos dois primeiros classificados, o Benfica numa postura mais atacante e o Braga na tentativa de beneficiar que algum contra ataque. Numa primeira parte com poucas oportunidades de golo o Benfica chegou a vantagem já em tempo de descontos na sequência de um canto.
Se era verdade que não houve oportunidades na primeira na segunda começaram logo desde o primeiro minuto com o Benfica apostar forte no segundo logo e a remeter o Braga para a defensiva obrigando até a que o Braga esgota-se as 3 substituições logo nos primeiros minutos, essas substituições deram resultado e o Braga cresceu apesar de não criar claras ocasiões de golo dispôs de uma na sequência de um livre em que o remate foi ao lado.
Nos últimos minutos o Benfica preferiu gerir o resultado conservando assim a vantagem de um golo que permitiu subir de 3 para 6 pontos a diferença entre primeiro e segundo.
Positivo
Fábio Coentrão está feito um senhor lateral num pais que não existem é obrigatório leva-lo ao mundial, Luisão a atacar ou a defender Luisão tornou-se de um central tosco e inconstante num grande jogador e grande capitão deste Benfica.
Moisés para mim o melhor jogador do Braga, bem como Andrés Madrid que fez um bom jogo.
Negativo
Aimar está numa fase menos boa da época esperemos que o próximo jogo contra o Liverpool o de motivação, Eduardo foi claro neste jogo quem deve e merece ser o nº1 da selecção dois lances que só por sorte não deram golo com Eduardo a realizar saídas a lembrar Ricardo no seu melhor.
sábado, 27 de março de 2010
Dejá Vu
Depois de terem sido suplentes utilizados na final da Taça da Liga, Cardozo e Saviola voltaram a formar a dupla de ataque “encarnada”. Apesar de ter apresentado uma contusão muscular na coxa direita durante a semana, o avançado argentino conseguiu recuperar do problema e ser, assim, uma importante opção para o jogo com o Sp.Braga.
Foi uma primeira parte onde imperou o total domínio do Benfica. Os “encarnados” procuraram a baliza contrária desde o primeiro minuto, enquanto o adversário limitou-se a defender com 11 jogadores a
O Benfica, por seu lado, apostou na grande mobilidade e capacidade técnica de Di María para baralhar a defesa do Sp. Braga. O jogador começou no lado esquerdo do ataque, mas várias vezes surgiu no centro do terreno. Apesar da supremacia em termos de posse de bola, a equipa de Jorge Jesus começou a criar verdadeiro perigo aos 23 minutos. Saviola surgiu isolado na área, mas não conseguiu ultrapassar com êxito o guarda-redes Eduardo. Após um cruzamento da esquerda de Di María, foi a vez de Cardozo estar perto do golo (28’). Volvidos nove minutos foi Saviola que viu
Golo decisivo
Depois de tanto tentar, o Benfica conseguiu chegar ao golo da vantagem no período de descontos do primeiro tempo. Após um pontapé de canto, a bola sobrou para Luisão e este aproveitou para rematar para o fundo das redes. O golo provocou uma enorme explosão de alegria e não foi para menos. Os “encarnados” foram com uma vantagem importante para o intervalo.
No início do segundo tempo, Cardozo não chegou a um cruzamento de Maxi Pereira e o Benfica não conseguiu, assim, ampliar a vantagem.
O adversário subiu as suas linhas no segundo tempo e melhorou com as substituições efectuadas, contudo, nunca causou grande perigo junto da área “encarnada”. O único lance que assustou Quim foi um cabeceamento de Moisés (68’). Muito pouco para quem pretende lutar pelo título. Já o Benfica mostrou-se muito concentrado no sector defensivo e perigoso no ataque, onde procurou todas as formas para ampliar o resultado.
Em suma, o Benfica mostrou a razão pela qual é líder isolado, conseguindo mais uma vitória rumo ao tão ambicionado título nacional. Os “encarnados” lideram a Liga com 61 pontos, seguido do Sp. Braga com 55.
O Benfica apresentou o seguinte onze: Quim; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Javi Garcia, Ramires (Ruben Amorim, 76’), Carlos Martins (Aimar, 66’) e Di María; Saviola (Kardec, 87’) e Cardozo.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Stewards são penetras!
Segundo consta por aí, o que levou o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol a ditar a significativa redução das penas dos portistas Hulk e Sapunaru foi o facto de considerar os assistentes de recinto desportivo (vulgarmente denominados stewards) como público e não como intervenientes do jogo, algo que tinha sido feito pela Comissão Disciplinar da Liga.
Já o disse - e reafirmo - que não concordo com nenhum dos castigos. O inicial sempre me pareceu excessivo, o actual dá a sensação de passar uma esponja por cima dos actos reprováveis que ocorreram. Mas, independentemente disso, tenho alguma dificuldade em perceber que uma eventual agressão cometida por um futebolista no desempenho da sua actividade profissional possa ser julgada de forma completamente distinta tendo em conta o estatuto da vítima. Na minha modesta opinião, pensava que as leis/regulamentos se deviam centrar no "crime" e não na condição do "ofendido". Pelos vistos estava (muito) enganado. Espero, contudo, que um destes dias ninguém se lembre de estabelecer que os castigos, no futebol ou em qualquer outra actividade, possam ser diferentes tendo em conta o sexo, a idade, a nacionalidade, a religião, o peso, a altura ou outra faceta/característica qualquer dos agredidos...
Mas, depois de ler e ouvir várias opiniões, dei comigo a pensar noutro pormenor: se os stewards não são intervenientes do jogo, então devem começar a pagar bilhete! Se os tais assistentes de recinto desportivo são público para umas coisas... então que sejam para todas. É que penetras, no futebol, já existem muitos e qualquer verba suplementar será bem recebida pelos clubes.
Falemos a sério: para o Conselho de Justiça, segundo o acórdão, os intervenientes do jogo são "além dos delegados dos clubes e demais pessoas que desempenham funções no quadro das equipas em confronto (jogadores, treinadores, massagistas e médicos), o director de segurança, o director de campo e o delegado da Liga". Tal significa, que a exemplo dos stewards, também polícias, bombeiros e jornalistas são - mesmo no desempenho da sua actividade - meros "intrusos".
Uma pergunta a finalizar: qual a razão para os populares "apanhas bolas" também não serem considerados parte integrante do jogo? Ser menor e desempenhar a tarefa de forma graciosa não deveria ser suficiente para "transformá-los" em público. Para mim é pacífico que estes miúdos desempenham uma necessária "função no quadro das equipas em confronto".
Alguém com a mesma opinião que eu, os Stewards devem pagar bilhete.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Um pouco de ânimo...
