segunda-feira, 8 de março de 2010

Comentário SL Benfica 3 vs 1 Paços de Ferreira


Sábado gordo domingo proveitoso foi assim o fim de semana encarnado.

Após os empates dos principais rivais da luta pelo titulo nacional o Benfica entrava em campo com a possibilidade de alargar vantagens, e diga-se entrou e cedo se percebeu que dificilmente esse objectivo fugiria, oportunidade atrás de oportunidade lá foi o Benfica carregando a defesa do paços até que aos 20 minutos o resultado já marcada 2-0 para a equipa da casa a partir dai e infelizmente foram-se sucedendo oportunidade atrás de oportunidades não concretizadas que não permitiram que o Benfica fosse para o intervalo como jogo ganho, como quem não marca sofre foi mesmo o Paços de Ferreira a fazer o 2-1 ficando assim para a segunda parte a resolução do jogo.

Na segunda parte outra entrada forte da equipa encarnada com bolas a barra e grandes defesas do guarda-redes da equipa contraria não permitiram o aumentar da vantagem, o 3-1 só chegou aos 58 minutos da segunda-parte com um pouco de sorte diga-se mas mais do que merecido, até ao final foi mais uma chuva de oportunidades não concretizadas por demérito e mérito do guarda-redes contrario.

Tacticamente foi um jogo dentro do que têm sido os jogos no Estádio da Luz a equipa da casa a jogar permanentemente no meio campo defensivo da equipa adversária criando várias oportunidades e nem as mudanças no 11 inicial produzidas por Jorge Jesus fizeram com que a equipa perdesse ritmo competitivo e se a umas semanas diziam que a equipa do Benfica parecia estar em quebra penso que é notório que neste momento em Portugal o Benfica é a equipa com melhor condição física do campeonato, logo deve-se elogiar o trabalho realizado por Jorge Jesus e a sua equipa técnica.

Penso que o Benfica tem neste momento 3 jogos muito importantes que os desfecho dos mesmos podem decidir o campeonato o próximo com o Nacional da Madeira, e os jogos em casa com Braga e Sporting respectivamente, serão jogos fundamentais até porque serão em semanas complicadas para o Benfica que jogará na Liga Europa mas com o apoio dos adeptos Benfiquistas estou crente que será possivel realizar bons resultados.

No entanto o próximo jogo será contra o Marselha para a liga Europa será o regresso do Benfica aos grandes jogos Europeus espero que sejamos capazes de manter a bitola alta para conseguir uma vitória sem sofrer golos para podermos viajar a França com alguma vantagem.

Pé ante pé....

Foi mais uma prova da equipa que melhor pratica futebol em Portugal. Com uma exibição de grande nível, o Benfica venceu este domingo o Paços de Ferreira por 3-1 e reforçou, assim, a liderança da Liga portuguesa. Já só faltam oito finais para a conquista do título.

Tal como tinha acontecido na deslocação a Matosinhos, o treinador Jorge Jesus deu a titularidade ao médio Airton. O jovem brasileiro ocupou o lugar do castigado Javi Garcia. Em virtude da ausência de Ramires, o técnico começou a partida com Ruben Amorim no lado direito do meio-campo. Já Carlos Martins voltou à titularidade depois de ter sido suplente utilizado frente ao Leixões.

Foi uma primeira parte praticamente perfeita por parte do Benfica. Com uma entrada muito forte, os comandados por Jorge Jesus não permitiram que o adversário conseguisse respirar. Após dois lances de ameaça junto da área pacense, os “encarnados” abriram o marcador aos 13 minutos. Numa jogada de muita insistência de Cardozo, a bola sobrou para a cabeça de Ruben Amorim que colocou a bola no fundo das redes.

O Paços de Ferreira nem teve tempo para digerir o primeiro golo, já que o Benfica voltou a marcar três minutos depois do cabeceamento certeiro de Ruben Amorim. Di María fez um bom passe para a desmarcação de Saviola. O argentino entrou na área, tirou um adversário da frente e rematou com êxito para a baliza dos visitantes (16’).

Apesar da vantagem de dois golos, o Benfica continuou a sufocar o adversário com o seu futebol de ataque. Foram inúmeros os lances em que os “encarnados” tiveram a oportunidade de ampliar o resultado. Di María (19’ e 30’) e Saviola (22’ e 38’) foram os que tiveram mais perto de marcar, apesar de Cardozo também ter tido duas situações através do seu jogo aéreo (28’ e 33’).

A forte pressão “encarnada” não permitiu ao adversário chegar muitas as vezes à baliza de Quim. A primeira situação de registo aconteceu num remate de longe aos 30 minutos, mas o guarda-redes do Benfica estava atento. Na parte final da primeira parte e após um remate perigoso de Candeias (38’), o Paços de Ferreira conseguiu reduzir o marcador num cabeceamento de William (43’).

Foi também uma primeira parte onde imperou uma dualidade de critérios por parte do árbitro Artur Soares Dias. Aos 12 minutos, Ricardo travou uma perigosa saída para o ataque por parte de Maxi Pereira, mas o cartão amarelo não saiu do bolso. Por fazer uma falta menos grave, Luisão foi amarelado. Antes Di María também já tinha visto um cartão amarelo. Do lado da equipa que defendeu só houve lugar a advertências na primeira parte.

Tranquilidade chega com Cardozo

O segundo tempo foi bastante parecido a muitos outros no Estádio da Luz. Só deu literalmente Benfica. Foi um coleccionar de oportunidades desde o início da segunda metade. Ruben Amorim, Cardozo e Carlos Martins colocaram à prova Coelho. Seguiu-se depois um remate à barra de Di María (54').

Depois de tanto ameaçar o chamado golo da tranquilidade, o Benfica fez finalmente o terceiro tento. Cardozo rematou e a bola sofreu um desvio num jogador contrário, traindo o guarda-redes visitante (58’).

O Benfica continuou sempre a sair a equipa mais perigosa em campo e o quarto golo só não surgiu por um corte de um defesa do Paços de Ferreira perto da linha de golo. Cardozo contornou o guarda-redes forasteiro e rematou já com um ângulo muito reduzido (76’), mas o esférico não entrou nas redes pacenses. No final do desafio, Maxi Pereira também testou os reflexos do guarda-redes Coelho (86’).

Foi, assim, mais uma grande vitória da equipa orientada por Jorge Jesus. Com este resultado na 22.ª jornada, o Benfica comanda o campeonato nacional com três pontos de vantagem sobre o Sp. Braga. Relativamente ao FC Porto, a equipa de Jorge Jesus tem 11 pontos de avanço.

O Benfica apresentou o seguinte onze: Quim; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Airton (Felipe Menezes, 71’), Ruben Amorim, Carlos Martins (Sidnei, 79’) e Di María, Saviola (César Peixoto, 82’) e Cardozo.

in SLBenfica.pt

sábado, 6 de março de 2010

Mais do mesmo...


O F.C Porto volta a "tropeçar" para o campeonato, em casa e diante da Olhanense, comprometendo desta feita o acesso à Liga dos Campeões na próxima época. A pergunta que neste momento estará na cabeça dos adeptos do F.C Porto, nos quais eu obviamente me incluo é: O que se passa com este F.C Porto?

A primeira-parte foi tenebrosa. A Olhanense marcou aos 13 e 16 minutos (por Djalmir) e o F.C Porto não foi capaz de esboçar, sequer, uma reacção. A atitude (ou a falta dela) neste jogo foi como que um "dejá vu" sobre o que se havia passado em Alvalade no Domingo passado.

Por muito que a boa vontade de Helton o faça dizer que a equipa não "atira a toalha ao chão", por muito que Jesualdo diga que ainda há "metas" a atingir no campeonato (sem, no entanto, as identificar), creio que a generalidade dos adeptos já percebeu que o título que não nos vem "fugindo" desde há quatro anos para cá, neste momento não passa de uma "miragem".

O jogo de hoje serviu acima de tudo como comprovativo de dois aspectos. Do brio e profissionalismo dos jogadores e treinador da Olhanense (contra algumas "más linguas" da comunicação social) e da falta de ideias de Jesualdo Ferreira.

Olhando bem para aquilo que foram as prestações individuais das duas equipas, pergunto-me a mim mesmo o que faz de Guarín melhor jogador do que Castro e o que faz de Mariano melhor jogador do que Ukra. Sou e sempre fui a favor da entrada de bons jogadores na equipa (independentemente da sua nacionalidade), mas é com algum espanto que vou vendo jogadores como Castro e Ukra (para lá de jogadores como Paulo Machado e Vierinha) a serem preteridos de um plantel, para abrirem vaga a "contentores de Sul-Americanos". Como é óbvio estou a generalizar, porque apesar de tudo jogadores como Hulk, Falcao, Rodriguez, Álvaro (...) são sempre benvindos, apartir do momento que acrescentem algo à equipa (como é o caso).

Com as contas do campeonato já definidas (isto no que concerne à classificação do F.C Porto que, aparentemente, não será nada mais que o terceiro lugar), os objectivos estão focalizados essencialmente nas duas Taças e na Liga dos Campeões.

A propósito da Liga dos Campeões, o próximo confronto em Londres é já na próxima terça-feira. Para dizer verdade não estou nada optimista e se porventura a equipa se apresentar com este nível exibicional, já não peço que não perca. Peço apenas que se tiver de perder, que o faça com honra e dignidade que a instituição F.C Porto merece.

Em condições normais a minha margem de optimismo seria substancialmente maior, mas a questão que se coloca é que a equipa está muito longe de apresentar as ditas condições normais.

Apesar de todo o meu pessimismo em relação ao jogo de terça-feira, confesso que também nada me espantaria se o F.C Porto se transfigurasse em qualquer coisa como dois dias. O prestígio, mas acima de tudo o "prize-money" inerente a estas competições é como que combustível para muito da boa gente que veste aquela camisola.

Poderia porventura estar a detalhar ao máximo, mas penso que há casos por demais evidentes. Desde logo Bruno Alves. Atente-se apenas na sua abordagem (com total ausência de "agressividade" e concentração) no lance do segundo golo. Como é possível a equipa ser apanhada numa situação de dois para um, com Bruno Alves praticamente arredado da jogada?

Este tipo de comportamentos tem sido comuns em jogadores como o B.Alves e o próprio R.Meireles. Possivelmente o facto de lhes ter sido atribuida a responsabilidade de "capitão" de equipa, aumentou-lhes o ego e deixaram de ser aqueles profissionais dedicados e esforçados que vinha sendo habitual. O caso de R.Meireles é mesmo sintomático. Quando havia Lucho no meio-campo do F.C Porto, Meireles fazia todo o trabalho de "formiga". Era um autêntico "sub-alterno" a Lucho, daí que só com muito trabalho conseguia ficar com "parte dos louros" que, na sua maioria, eram atribuidos a El Comandante.

Hoje, Lucho já não está no F.C Porto e R.Meireles mentalizou-se que seria ele o "novo Lucho" e que todos os centrocampistas que o acompanham, teriam de trabalhar para que ele podesse brilhar. Tal não acontece (até porque a meu ver há médios no F.C Porto com qualidade técnica superior a Meireles) e, por consequência cria-se um clima de mau estar e instabilidade.

Se houvesse um pouco de brio e seriedade de Jesualdo Ferreira, acho que hoje já haveria um pretexto que justificasse o abandono do cargo de técnico do F.C Porto (levando com ele o seu adjunto que, a meu ver, apenas lá anda para "levar o dinheiro" à SAD Portista). Muitas vezes existe uma tendência dos Portugueses defenderem os treinadores da sua nação, alegando que os ditos "estrangeiros" só optam por treinar clubes Portugueses apenas pelo aspecto financeiro, mas recordo o acto de hombridade de Camacho quando abandonou o SL Benfica. Não cobrou indeminizações, mas teve a lealdade e respeito para com toda a estrutura do clube, reconhecendo que não estaria à altura das exigências. Jesualdo, como porventura não arranjará outro "tacho" como este, tende a "agarrar-se" ao lugar com "unhas e dentes".


P.S Não queria terminar este meu (longo) post, sem antes fazer referência a dois últimos aspectos. O primeiro de todos foi a atitude da claque do F.C Porto (sem dúvida a "melhor em campo). Desde o princípio ao fim não deixaram de apoiar e mostraram o espírito do verdadeiro adepto. O ambiente estava a ficar "pesado" no Estádio do Dragão, mas é para isto que servem as claques e daqui vai o meu aplauso para eles.

Outro aspecto que queria referir (e este é sem dúvida o mais negativo), está relacionado com a "má fé" e provocação com que um jornalista abordou Jorge Costa, questionando-o "porque razão não festejou os golos?". Parece que neste momento já não existe apenas parcialidade na arbitragem. A parcialidade, o "mau gosto" e a provocação estendeu-se agora para o jornalismo. Jorge Costa teve classe e não baixou ao nível que possivelmente o jornalista pretendia. Agora sim percebo porque razão Scolari já chegou a "vias de facto" com um jornalista. Há quem mereça...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Portugal candidado a nada...

Após jornada de amigáveis entre selecções cada vez mais fica mais patente que Portugal neste momento o unico objecto que pode alvejar e é ficar em segundo no seu grupo e mesmo assim será um cabo das tormentas.

Não é por falta de bons valores, não é por falta de jogadores mas falta espírito de grupo e sistema de jogo, a equipa portuguesa não passa de 11 jogadores cada um a jogar para o seu lado e a olhar para o seu umbigo, mesmo alguns jogadores convocados mais parecem estar lá pelo que fizeram anteriormente do que poderão ou farão num presente e futuro próximo, para a selecção e para o seu seleccionador não importa se o jogadores convocado tem ritmo de jogo, ou se está ou não numa boa forma, o seleccionador consegue ver bons jogadores onde ninguém os vê consegue achar posições para eles onde ninguém espera ou seja basicamente o seleccionador nacional neste momento é um artista.

Na lateral esquerda é o que se sabe, na direita jogam reformados, no ataque joga cada um para si, espero me enganar mas está selecção que se viu "grega" para se qualifica num dos grupos mais fáceis da fase de apuramento virá cedo embora do grande acontecimento.

No meu intender e olhando aos jogos realizados Brasil e Espanha partem num patamar muito acima, Alemanha, Holanda logo atrás ficando França, Itália, Gana e Costa do Marfim como outsiders, quanto a Argentina com tal ilustre seleccionador será uma incognita tanto pode ganhar como vir embora cedo, será esse também um ponto interessante de assistir durante o Campeonato.

PS: É já recorrente em jogos treino Portugal jogar com equipas que nem futebol sabem jogar, não sei qual é o objectivo mas os adeptos como mostraram ontem começam a não achar piada.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Comentário Leixões 0 vs 4 SLBenfica


Num campo onde Braga e FC Porto tinham deixado 2 pontos num terreno historicamente difícil para o Benfica onde tinha empatado nos últimos anos o Benfica desta vez não vacilou e fez na minha perspectiva uma excelente exibição em vários aspectos.

Primeiro notar a inclusão no onze titular de 2 jogadores pouco rodados Eder Luis e Airton este ultimo uma estreia, foi claro que como adepto truci um pouco o nariz porque este era sem duvida um jogo de titulo como de resto serão os últimos nove encontros, mas a medida que o jogo foi correndo foi claro que neste jogo só uma equipa poderia vencer e está era o Benfica, se o primeiro golo foi bafejado com a sorte os restantes foram de resultantes de excelentes jogadas tanto individualmente como colectivamente e quando assim é pouco ou nada há a fazer. Foi um Benfica forte o que entrou em jogo um Benfica que quis e soube sempre como ganhar. Falta muito até o lavar dos cestos mas a jogar assim com este espírito o Benfica tem mais condições de ganhar guerra.

Jogadores:

Di Maria claro foi o melhor em campo marcou 3 golos mas se tivessem sido uns 5 ninguém ia estranhar correu driblou rematou fez tudo e mais alguma coisa e na maioria das vezes muito bem e quando assim é o jogo de equipa é recompensado.

Uma palavra também para Airton um jovem jogador com apenas 20 anos que entrou pela primeira vez logo a titular e fora de porta e fez um jogo daqueles realmente só pode ser bom jogador, a jogar a trinco limpou toda a área sem qualquer falta realmente uma estreia prometedora deste jogador.

O alface menos fresco talvez seja neste momento Saviola um ou dois jogos sem jogar antes dos grandes encontros que se avizinham talvez não lhe fizessem nada mal, apesar de contudo não ter jogado mal.

Arbitragem:

Este foi daqueles jogos que não precisava de lá andar porque tudo que fez, fez mal, golo mal anulado a Di Maria constantes faltas desnecessárias mesmo quando a bola seguia na posse do lesado enfim uma vergonha.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Faça-se uma vigília para correr com Jesualdo...


Ponto prévio. O F.C Porto perdeu e muito bem esta partida. Direi mesmo que não houve F.C Porto.

Os primeiros minutos neste jogo de Alvalade mostraram-nos um Sporting com mais atitude e com uma vontade de "vingar" a goleada que sofreu no Dragão bem recentemente, ao passo que o F.C Porto entrou com alguma sobranceria e essencialmente com uma extrema falta de "ideias".

Toda a equipa esteve mal, mas no desenrolar da primeira-parte era mais que óbvio que o Raul Meireles, Tomas Costa e Mariano nem deveriam ter começado o jogo. Tenho pena é que o "professor" Jesualdo apenas avançe para reajustes tácticos quando o jogo já está perdido. Tirar Raul Meireles para meter Belluschi faz todo o sentido. Jesualdo fez-lo, mas tardiamente. Aos 30 minutos já estava mais que visto que alguma coisa precisava de mudar no F.C Porto. Com o resultado em 2-0 ao intervalo, é óbvio que pouco ou nada poderia ser feito para remediar a situação.

Com esta derrota (que, mais uma vez, refira-se que foi justíssima), o F.C Porto desiste "oficialmente" da corrida pelo título. O mal desta equipa está longe de ser a falta de capacidade (longe disso) e passa apenas pela inconstância exibicional de um jogo para o outro.

Observe-se os últimos jogos do F.C Porto. Primeiro vence a Naval por uns inequívocos 3-0, depois empata em Matosinhos (independentemente do facto da arbitragem ter sido escandalosa), de seguida goleia o S.C Braga por 5-1 e, agora, sofre esta derrota por 3-0 com o Sporting.

Já desde o ano passado (mesmo apesar de todos os êxitos), pairou no ar a sensação que Jesualdo já estaria há tempo a mais no F.C Porto. Ano após ano, sob o comando de Jesualdo, não tem havido mudança de ideias. O princípio de jogo e modelo são sempre os mesmos, sendo certo que volta e meia o "professor" varia para a táctica dos "três tristes trincos". Convém lembrar que o F.C Porto está em quatro frentes e temo que com esta derrota, mas acima de tudo que com esta exibição, o "receio" de Jesualdo se faça notar nos jogos de maior importância (subentenda-se Arsenal, por exemplo) e que este volte a adoptar a estratégia de meios-campos ultra-defensivos.

Sinceramente, com esta derrota já terá sido dado o tónico para que Jesualdo renuncie ao F.C Porto de agora em diante. O seu tempo ao comando desta equipa já terminou.

Já agora e sem qualquer tipo de mau perder, destaco com nota positiva o empenho e "luta" (o termo correcto é mesmo este) com que jogadores como Miguel Veloso se bateram para recuperar o 4º lugar. Tivesse este jogo tido outro "juíz" e muito provavelmente ao fim dos primeiros 15 minutos, Veloso já estaria na excluído do jogo. A arbitragem esteve ao nível da exibição do F.C Porto e, como tal, dados o resultado com que terminou este jogo, não vale a pena avançar para quaisquer críticas.


Fresquinhos..Fresquinhos... como um alface...


Os “encarnados” foram este sábado ao reduto do Leixões vencer por 4-0, numa exibição muito segura e com momentos de verdadeiro espectáculo. O líder do campeonato continua a mostrar a razão pela qual ocupa o primeiro lugar isolado.

O Benfica apresentou-se no Estádio do Mar com uma surpresa: Airton estreou-se nos “encarnados” e logo a titular, na posição do castigado Javi García. Éder Luís também integrou o onze inicial e foi preponderante no apoio à dupla Saviola e Cardozo.

A equipa de Jorge Jesus entrou muito forte. Aos três minutos, na sequência de um pontapé de canto batido por Éder Luís, David Luiz apareceu ao primeiro poste e cabeceou ao ferro da baliza defendida por Diego. Estava feito o primeiro aviso.

Os primeiros vinte minutos ficaram marcados por muita luta a meio-campo, mas sempre com maior pendor ofensivo dos “encarnados”, que aos 21 minutos viram um golo limpo ser anulado pelo árbitro da partida, Lucílio Baptista. Di María recebeu a bola de Cardozo e isolado frente ao guardião de Matosinhos encostou para o fundo das redes. Má decisão do trio de arbitragem.

Aos 26 minutos chega o golo do Benfica. Éder Luís arriscou o remate a cerca de 25 metros da baliza e inaugurou o marcador a favor do Benfica. O brasileiro estreou-se desta forma, a marcar pela sua nova equipa.

Nos restantes minutos da primeira parte, registo para dois remates. Primeiro por intermédio de Ramires a sair por cima (30´) e depois Saviola à entrada da área a proporcionar excelente defesa a Diego (44´).

Logo no início do segundo tempo, Cardozo isolou Di María, mas o argentino permitiu a defesa a Diego.

O Leixões continuava a defender no seu meio-campo e foi com naturalidade que surgiu o segundo golo “encarnado”. Com 58 minutos decorridos, Ramires encontra Di María sozinho no flanco esquerdo e após recepcionar o esférico, desferiu um excelente remate de pé esquerdo que não deu hipóteses a Diego.

O Benfica não tirou o pé do acelerador e já com Carlos Martins em campo, Di María faz um grande golo. Grande abertura do médio português para o argentino, que com muita classe fez um chapéu espectacular ao guardião da equipa de Matosinhos. Faltavam 15 minutos para o apito final e a vitória estava garantida.

O golo da noite chegou aos 86 minutos. Di María recebe a bola à entrada da área e num remate muito forte e colocado faz o 4-0. Estava feito o resultado final e o hat-trick do jovem jogador argentino.

A equipa comandada por Jorge Jesus continua desta forma isolada no primeiro lugar da classificação.

O Benfica apresentou o seguinte onze: Quim, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Airton (Ruben Amorim 69´), Ramires, Di María e Éder Luís (Carlos Martins 57´); Saviola (César Peixoto 65´) e Cardozo

in SLBenfica.pt