domingo, 14 de novembro de 2010

Pragmatismo e vitória pela certa


À margem dos floreados e de algum do brilhantismo que ajudou a facilitar a goleada no Domingo passado, um F.C Porto transfigurado (por força de algumas alterações, ora por lesão, ora por castigo, ora por opção), venceu o Portimonense por 2-0.

A crítica que desde então antevê goleada em cada jogo que o F.C Porto realiza, teve o displante de caracterizar o jogo de hoje (em que o F.C Porto dominou e venceu com relativa tranquilidade), como o "pior da época". Hilariante, no mínimo.

Para começar acho louvável a forma como André Villas-Boas respondeu aos jornalistas na conferência de imprensa, deixando antever umas capas de jornais e algumas crónicas menos de acordo com a realidade.

Haverá natural tendência para afirmar que o F.C Porto "facilitou" e, como tal, não goleou. Essa tendência está completamente errada já que o F.C Porto, sem fazer um jogo deslumbrante, manteve sempre o seu controlo e viu dois golos cortados em cima da linha de baliza (numa espécie de "duelo" particular entre Otamendi e Ricardo Pessoa).

Do ponto-de-vista exibicional, gostei imenso do jogo realizado por Walter e Otamendi.

Ambos vêm reforçando um estatuto de "suplente de luxo" com exibições produtivas e seguras sempre que são chamados à titularidade (estatuto esse que meritóriamente já foi atribuido a jogadores da classe de Ruben Micael, Fucile e, por exemplo, Freddy Guarín).

Se Otamendi impõe liderança e calma no eixo da defesa - qual Kaiser! - já Walter tem aproveitado os seus minutos a titular com golos. Num total de dois jogos oficiais a titular pelo F.C Porto, o jovem avançado brasileiro já marcou 4 golos.

Hoje, eventualmente, terá marcado o melhor dos seus quatro golos, num lance em que Ruben Micael assumiu um papel preponderante no desenvolvimento da tabela que dá origem ao golo.

Foi um magnífico remate de Walter, mais em jeito do que em força, que desta feita bateu Ventura para o 1-0.

O 2-0 surge, já na parte final do encontro, na sequência de uma grande penalidade inequívoca sobre C.Rodriguez.

A par das exibições de Otamendi e Walter, gostaria de salientar o excelente jogo de Fucile e de Belluschi.

Resumidamente foi uma vitória justa numa exibição globalmente "q.b". Não houve goleada, mas mantêve-se a competência.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Perdes-te o credito amigo


Depois de uma época fantástica o sucesso subiu a cabeça do treinador do Benfica, falo em sucesso mas também claro em euros, na verdade o que fica da noite de ontem é a derrota pura e crua de Jorge Jesus, não há espaço para criticar jogadores ou mais outra coisa, fica claro que todo o credito ganho por Jorge Jesus esfumou-se em apenas 10 jogos.
É inaceitável como num jogo importante que perder até nem seria surpresa porque o FC Porto é uma boa equipa neste momento, mas perder da forma como foi é inaceitável, e se 5 golos são inaceitáveis, mais inaceitável é o medo do nosso treinador durante o jogo e também depois nas pseudo desculpas.

Hulk é sem duvida um grande jogador mas não joga sozinho, um clube como o Benfica nunca na sua história pelo menos que me recorde entrou dentro de campo apenas e só para travar um jogador, e olhem que no passado recente já jogou contra Messi, C. Ronaldo entre outros e com equipas muito inferiores a actual tendo até obtido bons resultados, mas como estamos a falar de um clássico, basta ir aos 3 ou 4 clássicos anteriores e reparar estatisticamente o que Hulk fez mesmo nos 3-1 de ano passado teve pouco influencia.

Estranha-me também como é possível depois de um jogo como o de terça-feira contra o lyon a dupla César Peixoto Fábio Coentrão ter feito um bom jogo tanto ofensivamente como defensivamente e neste jogo ter-se apostado numa opção completamente oposta, e refiro mais uma vez a culpa não é de nenhum jogador. Deixo também aqui uma nota, Peixoto não é um primor de jogador mas defensivamente mesmo com algumas falta de velocidade tem uma capacidade táctica e posicional que o permite quase sempre ganhar vantagem isso viu-se quase em todos os jogos em que jogou a defesa, estranho mais uma vez que Jesus que tanto gosta dele não tenha apostado nisso.

Concluindo Jorge Jesus talvez por ser Sportinguista e gostar muito de abraçar presidentes corruptos ainda não percebeu o que o Benfica é e sempre foi, nem nos infelizes tempos de Vale de Azevedo em que a equipa do Benfica era composta por carteiros e ferreiros o treinador do clube tinha mostrado tanto medo de um só jogador. Os adeptos devem apoiar incondicionalmente a equipa mas mostrar no próximo jogo em casa todo o seu desagrado com o seu treinador, o credito acabou amigo.

Há imagens que valem mais que mil palavras...


Atentem só na camisola de Álvaro Pereira...

domingo, 7 de novembro de 2010

Razão tinha Luis Filipe Vieira...


É que mais valia o SL Benfica não ter comparecido no Estádio do Dragão, pois desta feita perdia apenas por 3-0 (por falta de comparência) e não por 5-0!

Que este resultado sirva acima de tudo para acabar de uma vez por todas com o "choradinho" da "Verdade Desportiva". A nossa "verdade" (F.C Porto), exprimiu-se única e exclusivamente dentro de campo e de forma clara e expressiva. Foi uma mão-cheia de golos, mas poderiam ter sido pelo menos mais dois, dado que ficaram por assinalar dois penaltys claríssimos em favor do F.C Porto.

Além do mais e embora ninguém o refira, o F.C Porto teve menos dois dias para preparar este jogo do que o seu "rival".

Resumidamente e tal como eu vinha vaticinando há alguns tempos, o SL Benfica estava claramente com pouca vontade de vir jogar ao Dragão. Não pela violência dos adeptos Portistas (porque essa violência é recíproca), mas sim pela "violência futebolística" que este F.C Porto de André Villas-Boas vem apresentando.

Aliás, é gratificante ver o auto-propalado "catedrático no futebol" montar uma estratégia ilustrativa do medo com que a equipa do SL Benfica abordou o F.C Porto. Esta época, nunca David Luiz tinha sido defesa-esquerdo e o receio pelas arrancadas de Hulk fez Jesus optar pelo Brasileiro a defesa-esquerdo. De nada adiantou. Hulk "derreteu" David Luiz como quis.

Quanto aos destaques individuais, eu direi que na posição de adepto é dificil de os fazer quando todo um colectivo funciona tão bem. Mas globalmente eu direi que Hulk, Falcao, Varela e Belluschi "partiram a loiça toda".

Uma palavra para André Villas-Boas que abordou o jogo com a mesma estratégia que tem usado com maior frequência e conseguiu facilitar, com naturalidade, a vitória. Aliás, o modesto Limianos conseguiu dar mais luta ao F.C Porto que o SL Benfica. É esta a "verdade desportiva"!


P.S: Fico apenas a aguardar a que motivo "extra-futebol" o SL Benfica se vai "agarrar" para desvalorizar esta derrota.

Vergonhoso

Caro Jorge Jesus vai mas é aprender a jogar golf.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Roubado, mas apurado!


O F.C Porto empatou diante o Besiktas (1-1), resultado esse que conjugado com a vitória dos Búlgaros do CSKA permitiu desde já assegurar a passagem aos 16 avos de final da Liga Europa.

Poder-se-á dizer que o F.C Porto globalmente jogou bem. Sem ter feito o melhor jogo da época, André Villas-Boas promoveu a integração de alguns habituais suplentes, sem que com isso tenha perdido o domínio do jogo quer em posse de bola, quer em oportunidades de golo criadas.

Na primeira-parte, o jogo foi todo ele do F.C Porto. Os "Dragões" partiram para o intervalo com uma vantagem escassa (golo de penalty de Radamel Falcao) e na segunda-parte (após a expulsão de C.Rodriguez), Nihat empatou (com um golaço, diga-se).

No lance que deu origem à expulsão de Rodriguez (por acumulação de amarelos), nada tenho a dizer a não ser lamentar a ingenuidade de "Cebola" em caír no jogo de provocações de Ibrahim Usulmez. O veterano "capitão" do Besiktas manteve-se "milagrosamente" em campo durante os 90 minutos e tudo isso se deve a uma arbitragem absolutamente lamentável e desastrosa.

De entre as ínumeras entradas perigosas não sancionadas pela equipa de arbitragem (e eis o meu espanto quando li que o árbitro deste jogo era "apenas e só"...o melhor árbitro Italiano), eu destacaria aqui dois lances cruciais. Na segunda-parte há um claro penalty de Falcao (mais uma vez o árbitro errou, tendo contado com a cumplicidade dos ínuteis árbitros de baliza). Além do referido lance (e a meu ver ainda mais escandaloso), foi anulado um golo "limpinho" a Ruben Micael.

Aliás, nestes dois jogos diante dos Turcos, foram anulados dois golos "limpos" (e por sinal de belo efeito) ao F.C Porto. As referidas partidas ficaram ambas marcadas pela expulsão de jogadores do F.C Porto e por uma clara influência negativa das equipas de arbitragem.

Voltando ao jogo jogado, creio que a equipa do F.C Porto merecia vencer apesar de na segunda-parte (após a lamentável expulsão de "Cebola"), o lado-esquerdo da defesa ter comprometido. Aí Souza foi preponderante e permitiu um equilibrio nessa faixa e o F.C Porto compactou as linhas e encostou o Besiktas "às cordas".

Em suma, o pragmatismo leva-me a estar satisfeito com o resultado final da classificação (ou seja, o apuramento garantido), pese embora estivesse à espera de outro resultado que não fosse o empate.

Quanto ao primeiro lugar...o F.C Porto tem dois jogos para o assegurar.

Agora, siga-se o "Clássico"!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Jogo de 75 minutos

O Benfica recebeu e venceu (4-3) o Lyon para a 4.ª jornada do Grupo B da Liga dos Campeões, mantendo-se na corrida pelo apuramento para a próxima fase da competição. Numa boa partida dos campeões nacionais, Carlos Martins destacou-se com quatro assistências, duas delas para golos de Fábio Coentrão.


Para a partida com o Lyon, o treinador Jorge Jesus não contou Pablo Aimar devido a uma indisposição do atleta, apostando em Carlos Martins para o seu lugar. A outra novidade prendeu-se com a titularidade do argentino Eduardo Salvio no lado direito do ataque.

Tal como se previa, a formação gaulesa adoptou uma estratégia defensiva na deslocação ao Estádio da Luz, algo que lhe foi naturalmente fatal. É que as equipas que optam, normalmente, por ter essa po
stura não têm qualquer hipótese de discutir o resultado.

O adversário ainda sonhou que poderia ter êxito nos lances de contra-ataque, mas rapidamente o Benfica acabou com essa esperança. Na conferência de imprensa de antevisão ao encontro com o Lyon, Jorge Jesus afirmara que o jogo em França tinha permitido aos “encarnados” conhecer melhor o adversário. Ora, a aposta em Salvio não foi, por isso, inocente. Aliás, a mobilidade do número oito argentino provocou grandes desequilíbrios no sector defensivo francês. O primeiro lance de perigo pertenceu mesmo a Salvio que, após um excelente trabalho individual, rematou para defesa do guarda-redes Lloris (11’).

O domínio “encarnado” foi coroado aos 19 minutos. O Benfica beneficiou de um livre e Carlos Martins colocou a bola na área, onde apareceu Alan Kardec a cabecear com êxito.
Apesar de estar a perder, o Lyon manteve a mesma postura, ou seja, continuou a trocar
a bola no seu meio-campo, procurando chegar em transições rápidas à baliza do Benfica. Foi numa dessas situações que Briand rematou por cima da barra (27’).

Os visitantes provaram o seu próprio veneno aos 31 minutos. Numa jogada muito rápida, Salvio colocou a bola em Carlos Martins e este, com um passe milimétrico, deu a Fábio Coentrão a possibilidade de fuzilar o guarda-redes do Lyon.

Salvio, um dos elementos em particular destaque na primeira parte, voltou a fazer estragos aos 38 minutos. Após mais um bom trabalho individual, o futebolista entrou na área e rematou para defesa muito complicada de Lloris, sendo que a bola sobrou ainda para César Peixoto, no entanto, este não acertou da melhor forma no esférico e o lance acabou por se perder.

O primeiro tempo não terminou sem mais um golo das “águias”. Carlos Martins cobrou um canto do lado esquerdo e Javi Garcia apareceu para facturar de cabeça (42’).

No segundo tempo, o Lyon voltou a sofrer na pele o contra-ataque letal do Benfica. Carlos Martins escapou com o esférico e isolou Fábio Coentrão, que fez um excelente chapéu a Lloris (66’).

É verdade que os visitantes ainda conseguiram reduzir por intermédio de Gourcuff (74’), Gomis (84’) e Lovren (90+5), mas isso não belisca em nada a boa actuação dos “encarnados” no encontro.

Com este resultado e o empate (0-0) do Schalke 04 no terreno do Hapoel, o Benfica continua no terceiro lugar do agrupamento, mas agora com seis pontos.

Uma palavra final para os adeptos que apoiaram sempre a equipa, tornando o Estádio da Luz num verdadeiro inferno para o Lyon.

O Benfica apresentou a seguinte equipa: Roberto; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Javi Garcia, César Peixoto, Carlos Martins (Felipe Menezes, 75’) e Salvio; Saviola (Jara, 70’) e Kardec (Weldon, 71’).

slbenfica.pt