sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Nicolás Otamendi é Dragão

O F.C Porto assegurou esta semana o defesa-central Argentino, Nicolas Otamendi (ex-Veléz), para as próximas cinco temporadas. Otamendi é um defesa-central internacional pela selecção "A" Argentina, tendo marcado presença constante nos "onzes" escalonados por Diego Maradona nos jogos do último Mundial.

Como central e daquilo que conheço trata-se de um jogador muito rápido, agressivo e com um poder de antecipação extremamente forte, tendo como trunfo maior a sua polivalência. Aliás, durante o referido Campeonato do Mundo, Maradona colocou Otamendi a jogar a lateral-direito e o Argentino acabou por realizar do ponto-de-vista individual uma boa prova.

Apesar da possibilidade de jogar a defesa-direito, Otamendi destaca-se a defesa-central sendo um jogador que, no meu ponto-de-vista, se assemelha a Cannavaro (quer pela altura, quer pelo tipo de abordagem que faz aos lances). Embora a defesa do F.C Porto tenha estado globalmente bem (lembro que o F.C Porto marcou 13 golos e sofreu apenas 2 golos, tudo isto em 5 jogos oficiais), Otamendi poderá eventualmente ter entrada directa no "onze" uma vez que se nota a falta de um jogador "mandão" naquela defesa. Táctica e técnicamente Rolando e Maicon dão máximas garantias, no entanto salta à vista que ambos estão em igualdade de circunstâncias. Ou seja, entre Maicon e Rolando não é perceptível qual dos dois é o verdadeiro "patrão" do eixo da defesa. Otamendi pelo estatuto e pelas características que tem enquanto jogador, tem tudo para a curto prazo se tornar num valor sólido da defesa Portista que, como fiz referência, até tem estado bem (à excepção do jogo de ontem onde Rolando me pareceu algo passivo sobretudo no segundo golo Belga).

O F.C Porto contrata assim defesa Argentino por 4 milhões (50% do passe), tendo a possibilidade de exercer direito sobre os restantes 50% até Setembro de 2011.



Bienvenido Otamendi!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

E hoje brilhou Hulk...


Se no Domingo passado tanto Falcao como Belluschi fizeram as "delícias" dos adeptos Portistas, hoje foi a vez de Hulk. O "incrível" voltou à equipa depois de um momento de infelicidade na sua vida pessoal e decidiu retribuir o carinho dos adeptos com três dos quatro golos com que o F.C Porto voltou a golear os actuais líderes do campeonato Belga. Hulk fez um "hat-trick", mas poderia eventualmente ter feito um "póker", não fosse uma brilhante estirada do guardião Belga ao negar-lhe uma grande penalidade.

Para além dos golos de Hulk, destacaria aqui o golaço de Fernando que "do meio da rua" concluiu uma brilhante jogada de Moutinho e Micael.

O Genk cai assim aos pés do F.C Porto por um parcial de 7-2, sendo de destacar o facto de cinco destes sete golos terem sido obtidos de meia-distância.

Hoje e pese embora tenha havido alguma displicência da defesa (não gostei muito da apatia com que Rolando abordou sobretudo o lance do segundo golo Belga), assistimos a um "vendaval" de futebol ofensivo "azul-e-branco", onde os destaques mais evidentes (para além dos marcadores de golos por mim referidos), foram Moutinho e Souza.

Moutinho fez um grande jogo (esteve em dois dos quatro golos) e Souza volta a mostrar credenciais. Parece-me um jogador muito na linha de Felipe Melo. É extremamente possante, tem um excelente toque de bola e sabe sair a jogar com inteligência.

Queria destacar ainda um momento que poderia ter dado origem ao quinto golo dos Dragões. Castro perto do fim do jogo conclui de forma quase perfeita uma combinação entre Hulk e Belluschi. Os adeptos que assistiram o jogo (ou via Internet como no meu caso, ou no estádio) estiveram perto de presenciar possivelmente o golo da noite, mas a bola caprichosamente tocou nas malhas laterais da baliza.


Em jeito de conclusão, é obviamente uma vitória que me deixa a mim e a todos os portistas satisfeitos (até porque a equipa, sob o comando de André Villas-Boas, mostrou capacidade de reacção e "nervo" para responder aos golos do Genk logo no imediato), com a particularidade de Hulk ter sido o "herói da noite". Pelos problemas familiares que passou, Hulk mais do que ninguém merecia esta vitória e esta exibição.
Enfim, mais uma vez o Dragão deu espectáculo!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

É oficial: S.C Braga já é um dos "grandes" de Portugal


O S.C Braga, depois de uma época transacta sensacional a todos os níveis, formalizou a sua entrada no restrito leque dos clubes grandes do nosso futebol, que até então estava limitado às habituais três equipas. Para atingir esse estatuto, muito tem contribuído uma gestão muito regrada e disciplinada da parte de António Salvador e o culminar de todo este crescimento foi a vitória de hoje e a estreia na Champions League.

Em Sevilha, num estádio onde a equipa local exerce uma pressão enorme nos seus adversários, o S.C Braga teve arte e engenho para marcar quatro golos e cimentar a sua passagem para a fase de grupos da Liga dos Campeões. Depois de ter eliminado o Celtic por um parcial de 4-2, este S.C Braga continua a surpreender Portugal e a Europa ao eliminar uma das melhores equipas Espanholas por um parcial, desta feita, de 5-3 (novamente dois golos de diferença e um registo de eficácia dos Minhotos bastante assinalável). Não fossem hoje dois erros na turma Bracarense (um "frango" de Felipe e uma má intervenção de Elderson) e o S.C Braga goleava e humilhava o Sevilha em sua própria casa.

Com toda esta ascensão meteórica e num momento onde se equaciona o presente e futuro do Sporting C.P, o S.C Braga mostra sinais de que está disponível para ser o terceiro grande do nosso futebol se porventura a política de gestão do clube Leonino continuar miserável como tem sido até agora. Se por um lado o S.C Braga com uma gestão regrada tem conseguido reforçar a sua equipa com excelentes jogadores (Felipe, Elderson, Sílvio, Lima e Salino são apenas uns exemplos), a gestão do Sporting tem passado por uma total ruptura com o passado (não sendo de estranhar a venda de praticamente todos os activos provenientes da formação, com claro destaque para o "Dragão" João Moutinho e Miguel Veloso).

Enfim, acima de tudo como Português só posso estar satisfeito com esta manifestação de qualidade do S.C Braga, mas ao mesmo tempo espero que André Villas-Boas tenha estado atento aos Bracarenses já que o F.C Porto tem encontro marcado com a turma de Domingos já daqui a duas jornadas. É sem dúvida um "osso duro de roer".

Parabéns S.C Braga e espero que as restantes equipas Portuguesas tenham sorte nas competições Europeias. A vida está complicada para o Marítimo e para o Sporting, mas se o S.C Braga marca quatro golos em Sevilha, porque razão Maritimo e Sporting não o podem fazer perante equipas claramente inferiores aos Espanhóis?



P.S: Gostaria de saber se porventura Jorge Jesus na sua habitual arrogância ainda dirá que esta equipa do S.C Braga "é sua". Será que foi ele quem contratou e colocou a jogar Lima (autor de três golos)?

domingo, 22 de agosto de 2010

Paciência na primeira-parte..."ópera" na segunda...


O F.C Porto "passeou" (mais uma vez) toda a sua classe em jogos oficiais. Desta feita o jogo foi no Dragão e ficou marcado pelo regresso dos Portistas aquela que é a sua "casa". O adversário foi o Beira-Mar e diga-se que de adversário teve pouco. Durante os 90 minutos, a turma orientada por Leonardo Jardim pouco ou nada vez, limitando-se a ver jogar com o intuíto de perder por poucos. Tive oportunidade de assistir ao jogo ao vivo e a atitude do Beira-Mar foi incrível. Para fazerem a triste figura que fizeram, mais valia terem abdicado de participar na primeira liga. É que mesmo a perder por 2-0, o Beira-Mar não abdicou da sua estrutura estupidamente defensiva. Assim o F.C Porto foi "forçado" a uma primeira-parte de muita paciência e circulação de bola, em busca do golo. Os golos acabaram por surgir nos primeiros 45 minutos (e que golos!), libertando desde logo o F.C Porto de qualquer sobressalto e colocando o F.C Porto no primeiro lugar.

Falcao, pelos dois golos (e por ser, neste momento, o melhor marcador da Liga) merece claro destaque, seguido de Belluschi que, a meu ver, "encheu o campo". Para além do grande golo que Belluschi concretizou, destaca-se um punhado de lances vistosos e assistências primorosas. É um perigo constante nas bolas paradas e já sob o efeito "Villas-Boas", tornou-se um jogador manifestamente mais aguerrido.

Os outros destaques vão para a estrutura defensiva, com particular destaque para Álvaro Pereira que foi um dos jogadores mais interventivos durante os 90 minutos (aliás, a assistência para o primeiro golo do F.C Porto é dele). Por outro lado destaco aqui a excelente prestação de Fernando (mais uma...) e a entrada bastante positiva de Ruben Micael. O jogador Madeirense em dois jogos (Genk e Beira-Mar) já "ofereceu" dois golos e torna-se assim em mais uma "dor de cabeça" das boas para o mister André Villas-Boas.

E por falar em Villas-Boas, no seguimento do meu último "post" em que foi feita uma diferenciação entre o jovem técnico e Jesualdo Ferreira, hoje ficou mais uma vez patente toda a sua competência. Tendo sido forçado a substituir Ukra (que, infelizmente, saiu lesionado logo no ínicio do jogo), André Villas-Boas provocou uma alteração táctica com a inclusão de mais um médio. Souza foi o escolhido e coube a Belluschi flectir para a direita do ataque. Os jogadores denotaram mais uma vez que estão devidamente mentalizados e preparados para jogar em mais que um sistema e, pois claro, tal deve-se a muito trabalho de "gabinete" de Villas-Boas.

Definitivamente este F.C Porto vence, convence e tem-nos dado "ópera".

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Dragão "puxou dos galões" e deu brilho à Cristal Arena


Nas vésperas de um duelo que opunha os Belgas do Genk ao F.C Porto, André Villas-Boas tinha assumido a candidatura à (re)conquista do troféu que o F.C Porto levantou na sua última participação (2003). Ora palavras "leva-as o vento", desta feita André Villas-Boas colocou hoje em campo uma equipa que fez questão de "puxar dos galões" e assumir na prática todo esse favoritismo.

O F.C Porto com todo o mérito e tranquilidade levou de vencido o actual líder do campeonato Belga por três golos sem contestação. O jogo realizou-se no Cristal Arena e nada como os golaços de Souza e Belluschi para colocar um ponto-final nas legítimas expectativas dos Belgas no que ao apuramento diz respeito.

O técnico do Genk vaticinou que este jogo seria contra um clube de "outra realidade" e assim foi. Numa primeira parte perfeitamente tranquila e controlada por parte dos Dragões, Radamel Falcao abriu a contagem numa grande penalidade que, no meu ponto-de-vista, foi bem assinalada. O Genk não conseguia sequer chegar à baliza de Hélton e talvez isso tenha contribuído para alguma apatia da equipa nos primeiros 20 minutos da segunda-parte. Nesse período de jogo Maicon e Rolando (que vinham sendo intransponíveis) denotaram alguma displicência e obrigaram Hélton a aplicar-se a "fundo" em alguns lances.

Passados estes 20 minutos de "reboliço", o F.C Porto voltou ao jogo e muito se deveu às entradas de Ruben Micael e Souza.

Souza foi mesmo o "desbloqueador" desta partida, devolvendo à equipa a tranquilidade e estabilidade necessárias para voltar a assentar jogo. Para isso muito valeu o seu grande golo. Depois de um momento de circulação de bola perfeito entre os criativos dos Dragões, o jovem médio Brasileiro encheu o pé e colocou o F.C Porto a vencer por 2-0. Era o coroar de uma estreia perfeita nas competições Europeias deste jogador que definivitamente não engana - é craque.

Momentos mais tarde e com a equipa do Genk já reduzida a dez elementos (e bem!), Belluschi tirou da "cartola" mais um momento de pura magia e estabeleceu o 3-0 final. Grande golo do pequeno "maestro" Argentino que tem feito um início de época extraordinário.

Para além dos "goleadores" de serviço, queria aqui deixar três destaques extremamente positivos no que concerne às performances individuais no plantel do F.C Porto.

Para começar, temos o "capitão" Hélton. Villas-Boas fez questão de enaltecer a actuação do guardião Brasileiro e é comum que em jogos onde a produtividade ofensiva se faz notar, os elementos mais recuados sejam um pouco "esquecidos". Não foi o caso de Hélton, assim como de Sapunaru e Fernando.

Sapunaru (o mais que provável substituto de Fucile) teria à priori a missão mais "espinhosa" nesta partida. Tinha de marcar o jovem prodígio De Bruyne e fez-lo exemplarmente. Aliás, para desconsolo do jovem Belga e dos 9 olheiros que estavam no estádio de Cristal para o observar, Sapunaru simplesmente "secou-o". Exibição absolutamente irrepreensível.

Por outro lado, outro dos mais importantes destaques individuais vai para Fernando. Está de volta o verdadeiro "Polvo" e numa forma sublime. Tenho aqui feito referência para o "dedo" de Villas-Boas no que concerne à mudança de estilo de jogo em Fernando e não me canso de o dizer.

Em suma foi uma óptima vitória de um F.C Porto que teve que lidar com uma ausência forçada de Hulk. Num momento de manifesta infelicidade após ter perdido uma sobrinha, Hulk foi para o Brasil apoiar e acompanhar naturalmente a sua família (envio desde já as minhas condolências que, naturalmente serão extensíveis a todos os adeptos do futebol, independentemente da cor clubística que defendem) e, desta feita, coube a Ukra substituir o "Incrível".

Ukra esteve bastante bem e provou que pode ser uma unidade extremamente válida para o F.C Porto 2010/11.

Uma palavra também para o gesto de Falcao quando marcou o golo. O avançado Colombiano fez questão de exibir uma camisola de Hulk em claro sinal de solidariedade e respeito para com a situação que o jogador Brasileiro está a viver.

domingo, 15 de agosto de 2010

André Villas-Boas vs Jesualdo Ferreira: Eis as diferenças...




Ainda que seja algo precoce entrar no ramo das comparações, a verdade é que para os adeptos de futebol mais atentos as diferenças entre os dois treinadores na abordagem ao jogo saltam à vista.


Para começar e sem querer minorar o êxito que Jesualdo Ferreira teve ao "leme" do F.C Porto nas últimas quatro temporadas, a verdade é que as suas equipas estiveram sempre sujeitas a um único sistema táctico, que apenas foi alterado em definitivo assim que a escassez de soluções no plantel (fruto das lesões e dos castigos nas alas) o obrigaram. Jesualdo Ferreira tinha como sistema táctico predilecto o 4-3-3. O mesmo sucede com André Villas-Boas, mas ontem o jovem técnico do F.C Porto fez aquilo que eu e outros tantos críticos analistas ao F.C Porto vinhamos criticando em Jesualdo Ferreira por não fazer.


Quem se lembra do F.C Porto "à Jesualdo", lembra-se de uma equipa extremamente "cínica" e direi quase "mortífera" nas transições ofensivas. Porém, quando a equipa adversária utilizava a famigerada táctica "do autocarro" (caracterizada pela utilização de um bloco baixo), Jesualdo assumia sempre a mesma postura no banco de suplentes. Desta feita e se o jogo estivesse "emperrado" num 0-0 (a título de exemplo), o ex-técnico do F.C Porto retirava unidades do meio-campo e acrescentava soluções à frente de ataque. Era uma solução reprovável (no meu ponto-de-vista), uma vez que apelava ao "desespero" e ao "chuveirinho", retirando muito do virtuosismo característico dos jogadores mais avançados do F.C Porto.


Normalmente, uma equipa "grande" que joga perante um adversário de menor dimensão e cuja estratégia passa por encurtar as "linhas", é necessário criar acima de tudo mais volume de jogo. As dificuldades que se fazem sentir em jogos como estes (e viu-se isso na primeira-parte do F.C Porto diante da Naval), passa por criar mais volume de jogo e oportunidades de golo para os avançados finalizarem.


Ora, quando se opta por uma estratégia que passa por retirar gente ao meio-campo em detrimento de avançados, a "batalha" no "miolo" do terreno fica automaticamente perdida. A equipa passa assim a depender de lapsos de individuais dos seus "craques" e da já por mim referida tentativa de "chuveirinho" (que poucas ou nenhumas vezes dá/deu grandes resultados).


Pois bem, é no seguimento destas opções tomadas que "tiro o chapéu" ao "mestre" André que foi extremamente perspicaz na forma como abordou a segunda-parte do jogo de ontem. Porventura até podia nem ter dado resultado (podia o F.C Porto até ter empatado, fruto de algum azar e ineficácia), mas a verdade é que a estratégia foi bem delineada e o "sufoco" a que a Naval foi submetida acabou por surtir efeito. André Villas-Boas colocou e muito bem Guarín no meio-campo Portista. Possivelmente se o treinador fosse Jesualdo Ferreira e se Farías ainda estivesse no F.C Porto, seria "El Tecla" a entrar e muito possivelmente um dos médios a sair (deixando a equipa a actuar num previsível 4-2-4). Pois bem, com a entrada de Guarín em campo, o meio-campo do F.C Porto tomou conta do jogo, criou mais volume de oportunidades e foi acima de tudo mais agressivo. Teóricamente o F.C Porto ao retirar Varela para colocar Guarín em campo até estaria a retirar um extremo para colocar um médio-centro (o que poderia transparecer a hipotética intenção de conservar o 0-0, ainda que descabida). Assim não foi e o F.C Porto mostrou-se mais capaz de fazer frente a uma equipa bem montada, com uma estratégia defensiva difícil de ser ultrapassada (sim porque a Naval do ponto-de-vista ofensivo praticamente foi inexistente).


Em sentido inverso foi curioso ver algum "Jesualdismo" na equipa do Sporting, quando na partida de ontem terminou o jogo com cinco avançados e praticamente dois médios. O resultado foi oposto ao que o F.C Porto obteve no dificil campo da Naval 1º de Maio, o que atesta ainda que indirectamente que a sabedoria e leitura de jogo de André Villas-Boas não podem nem devem ser "beliscadas" com o facto deste ainda ser um treinador jovem.


É óbvio que ainda há um longo caminho a percorrer mas para já é com bastante optimismo que encaro a mudança de treinador. A equipa dá mostras de já ser capaz de variar de sistema, sem receios, durante um mesmo jogo e foi pela boca de André Villas-Boas que os adeptos ficaram a saber que se o golo não tivesse surgido aos 84 minutos, Ukra preparava-se para entrar e alterar o até então 4-4-2 para 3-4-3. Acabou por entrar Souza para solidificar o meio-campo e segurar três pontos preciosos na caminhada pelo título.

sábado, 14 de agosto de 2010

Guarín foi a "chave mestra"


O F.C Porto estreou-se na Liga Zon Sagres com o "pé direito". Num jogo complicadíssimo diante de uma Naval completamente transfigurada quando comparada com aquilo que havia mostrado em épocas anteriores, o F.C Porto realizou uma primeira-parte pouco produtiva. A Naval teve como mérito a pressão alta que imprimiu ao F.C Porto, não deixando desta feita que o F.C Porto soltasse uma das suas mais fortes "armas" (com as qual conseguiu inclusive manietar o S.L Benfica) - a circulação de bola.

Apesar do domínio territorial ter sido do F.C Porto, a falta de espaço para soltar os criativos do F.C Porto (designadamente Belluschi e Moutinho) foi notória e a equipa esteve durante parte do tempo "refém" de rasgos individuais de Hulk e foi prejudicada por algum desacerto de Varela.

Na segunda-parte tudo mudou para melhor. Villas-Boas "leu" muitíssimo bem o jogo e acrescentou "pulmão" ao meio-campo do F.C Porto. O escolhido foi Freddy Guarín que durante parte da segunda-parte (juntamente com Fernando), permitiu variar o habitual sistema de 4-3-3 para um 4-4-2 onde a criatividade dos médios e a "explosão" de Hulk "infernizou" a defesa adversária.

As oportunidades começaram a surgir em sequência e "cheirava a golo" para o lado do Dragão.

Eis então que no interior da grande-área da Naval, uma mão deliberada corta uma jogada de construção do ataque Portista e por conseguinte o penalty foi prontamente assinalado (e bem).

Hulk que foi um dos mais inconformados do F.C Porto cobrou com toda a "frieza" o castigo máximo e deu os primeiros três pontos ao F.C Porto no começo desta nova Liga.

Uma última nota para algumas entradas "bárbaras" a que se assistiu no jogo de hoje. Lupede (central da Naval) por duas vezes poderia ter visto o cartão vermelho directo. Primeiro quando "rachou" a cabeça a João Moutinho e mais tarde (já perto do fim), quando foi protagonista de uma entrada duríssima sobre Freddy Guarín. O médio Colombiano terminou o jogo a coxear e ou muito me engano ou temos mais um cliente ao departamento médico do F.C Porto.

Uma última nota relativamente aos destaques individuais. No meu ponto-de-vista a defesa (toda ela) mostra mais uma vez o acerto necessário para que se deixe de olhar para a transferência de B.Alves como um "buraco" que ficou por preencher e nela destaco a ascenção meteórica de Maicon. Mais uma vez este jovem central esteve imperial e merece todo o destaque não só nesta partida, como inclusive já o tinha merecido em partidas anteriores.

Os outros destaques vão, pois claro, para Guarín e para Hulk pelas razões previamente especificadas.

Foi uma "batalha naval" que o F.C Porto teve "arte e engenho" para a superar e muito graças a uma boa interpretação do jogo da parte do jovem técnico, André Villas-Boas.

Estou curioso por ver o campeonato que esta Naval irá fazer. Com esta mentalidade e entrega dos seus jogadores, calculo que serão poucas as equipas que terão sucesso na "casa" da Naval 1º de Maio.