quarta-feira, 10 de março de 2010

Pior que a derrota, só mesmo as desculpas...


E vão 10! É este o número de golos sofridos pelo F.C Porto no espaço de duas semanas.

Sporting CP, Olhanense e Arsenal souberam aproveitar a desorganização e desconcentração defensiva do F.C Porto, acentuando ainda mais um momento de crise já por todos reconhecido.

Mas as derrotas nem são o que de mais negativo se destaca nestes jogos. A meu ver e enquanto adepto e sócio do F.C Porto, preocupa-me o conformismo com que Jesualdo dá as conferências após estes desaires.

Contra o Sporting fez referência à "fadiga" dos jogadores que precisamente naquela semana não tiveram qualquer jogo à terça ou quarta-feira. Já o Sporting vinha de um jogo tremendamente desgastante, realizado na quinta-feira que antecedeu o "clássico".

Contra a Olhanense, nova referência à fadiga dos jogadores e à marca que o resultado de Alvalade deixou.

No Emirates, aparentemente a sua desculpa passou pelos erros cometidos (e bem aproveitados pelo Arsenal). Pronto. E a sua intervenção fica por aqui.

É precisamente este conformismo que paira sobre a estrutura Portista que me preocupa enquanto adepto. Estará o F.C Porto a tornar-se uma "espécie de Sporting", onde o que verdadeiramente interessa é participar?

Pior ainda. Na partida de ontem, Jesualdo tirou literalmente um "coelho da cartola". A aposta saiu-lhe claramente furada e qual não foi o meu espanto quando o "professor" até considerou como boa a exibição do jovem central, Nuno A.Coelho (desta feita adaptado à posição nº6).

Ora, se porventura Jesualdo considera que Nuno A.Coelho ao ter sido constantemente "engolido" por Arshavin e Nasri (os dois jogadores que caíam mais na posição central do terreno) fez uma boa exibição (aliás, segundo o "professor", Nuno A.Coelho esteve mesmo "muito bem"), então poder-se-á dizer que Jesualdo foi definitivamente a Londres com o "coração de parte" e com a certeza que o resultado seria este. Uma mão-cheia de golos e com Helton a ser um dos dois melhores jogadores do F.C Porto em campo (o outro, já se sabe, foi o esforçado Radamel Falcao).

A equipa regressou ao Porto perto das 3h00, mas nem esta hora tão tardia impediu que mais de meia centena de adeptos fosse receber os "heróis", com apupos e manifestações de desagrado pela exibição.

A essa manifestação de desagrado dos adeptos, o F.C Porto naturalmente que deverá ter reagido com indiferença. Algo que não surpreende, porque hoje em dia (e em particular nestas duas últimas temporadas), temos visto um F.C Porto mais preocupado com as contas do que propriamente com os resultados desportivos. Creio que, acima de tudo, o insucesso que se está a fazer sentir nesta temporada, deverá ser um sinal de alerta para a estrutura da SAD que, erradamente, vende as suas principais "jóias" ano-após-ano e a cada nova época que se avizinha, vê-se forçada a refazer não só um "onze", como inclusive um plantel.

Neste momento e tendo em conta que Jesualdo Ferreira "sacudiu a àgua do capote", resta-me apenas a dúvida se porventura o F.C Porto já descobriu "o fundo do poço", ou se eventualmente será preciso bater ainda mais no fundo para que a vergonha lhe suba à cabeça.

Definitivamente Jesualdo está numa situação em que está "refém" dos seus jogadores, nomeadamente de jogadores como R.Meireles e B.Alves que no final da época passada defenderam a continuidade do treinador no clube Portista. Ora assim sendo, esta atitude deu aso a uma "divida de gratidão" de Jesualdo para com os referidos atletas, sendo a sua titularidade um dado adquirido (joguem eles bem ou mal, como foi o caso).

terça-feira, 9 de março de 2010

Jesualdo Ferreira: As crónicas do "professor Pardal"


Poucas são as palavras que podem descrever a noite de "pesadelo" que o F.C Porto viveu hoje em Londres.

Uma equipa apática, amorfa, sem qualquer tipo de fio-de-jogo. A primeira-parte foi mesmo capital. O F.C Porto praticamente "ausentou-se" do jogo na primeira-parte, porque o "professor pardal" (personagem da B.D conhecida pelos seus inventos) decidiu tentar fazer de Nuno A.Coelho uma espécie de "trinco improvisado". Ora, não poderia ter escolhido melhor palco para experiências destas...

Com o resultado em 2-0 ao intervalo e sobretudo perante a forma como a equipa se exibiu, era perceptível que o jogo e a eliminatória teriam sido entregues ao adversário. Na segunda-parte, até ao 3-0 o F.C Porto até esboçou uma reacção, mas Nasri marcou um golo esplêndido.

Recuando alguns dias e lendo a análise que fiz do empate confrangedor (em casa) com a Olhanense, quase que antevi um cenário destes. Antevendo uma possível derrota do F.C Porto (pela forma miserável como tem vindo a actuar), apenas desejava que ao menos deixasse alguma honra e dignidade dentro de campo. Nem isso foi possível.

Neste momento qualquer "êxito" até ao final da temporada não passará de um "rebuçado" para uma equipa que tem pautado as suas exibições pela irregularidade. Sofrer 10 golos nas três últimas partidas é preocupante. Mais evidente se torna quando há jogadores perfeitamente desinteressados do jogo (designadamente a "armada lusitana" da equipa). Bruno Alves está com a cabeça "fora do Porto", Raul Meireles "arrasta-se" dentro de campo, Varela desde a chamada à selecção tem andado algo apagado e Rolando tem comprometido bastante. É uma equipa que vive momentos maus que, a meu ver, ilustram uma "crise de autoridade" de Jesualdo perante alguns jogadores que se auto-consideram como "indiscutíveis".

Está dado o mote para que Jesualdo faça uso do pouco de vergonha que lhe sobra e dentro em breve anuncie a sua demissão. Com ele é imperial fazer uma "limpeza" geral a um balneário onde há bons jogadores (indiscutivelmente), mas também muito jogador que nem para "servente de trolha" serve.

Hoje definitivamente a equipa valeu apenas por Falcao, Helton e por Rodriguez que até entrou relativamente bem (embora tarde demais). De resto foi uma exibição do ponto-de-vista individual e colectivo vergonhosa.

Naturalmente as culpas todas não serão de Jesualdo, mas seguramente 90% delas recaem sobre si. A titulo de exemplo, veja-se o que sucedeu com o SL Benfica desta feita ao comando de J.Jesus. Quim, Maxi, David Luiz, Luisão, Aimar, Di Maria e Cardozo eram jogadores que faziam parte da equipa até então orientada por Quique. Para além do rendimento de cada um destes jogadores não equivaler nem a metade do que rendem este ano, na época transacta viamos um David Luiz "perdido" e desperdiçado a jogar a defesa-esquerdo (hoje foi colocado a defesa-central e já é um alvo priveligiado do Real Madrid), viamos um Di Maria inconsistente (um pouco à imagem de Mariano que, num espaço de duas semanas fazia um jogo péssimo e outro muito bom) e, por fim, viamos um Aimar com um rendimento substancialmente menor, a actuar a segundo-avançado (quando a sua posição verdadeira é de nº10 e, como constatação, veja-se a boa época que tem feito). Pois bem, tudo isto é acima de tudo atestado de organização e da qualidade e importância de um bom treinador.

No F.C Porto é o que nos tem faltado e, mais uma vez, não vejo porque razão o nosso "professor pardal" dá preferência a Guaríns ou Marianos em detrimento de jogadores da "casa" como Ukra e Castro (de qualidade reconhecida).

Pegando um pouco na afirmação de Nuno a quando da conferência de imprensa conjunta, eu direi que não "somos Porto", mas sim "fomos Porto!".

Não poderei afirmar aqui convictamente que "pró ano há mais", porque infelizmente pelo "andar da carroagem", o F.C Porto vai ficar-se pela Liga Europa (e não merece mais que isso).

Por outro lado, isto também é como que um aviso para a SAD Portista de que não pode ano-após-ano "despachar" os seus activos mais valiosos. Esta equipa apesar de ter contratado bons jogadores, creio que mexeu num ponto crucial onde não deveria ter mexido. Falo precisamente de Lucho que era, para além de um jogador idolatrado e respeitado pela maioria dos adeptos no futebol Português, a "alma" deste F.C Porto. Ao sair Lucho, creio que se desmoronou toda uma estrutura e, a meu ver, começou logo pela definição de quem "capitaneava" a equipa. Bruno Alves foi desde logo escolhido como capitão (já era o segundo capitão na época transacta), mas este ano observamos também um Meireles cheio de "peneiras" na tentativa de se assumir como um "novo Lucho". Foi definitivamente um erro crucial da SAD Portista. Para bem do F.C Porto não me importaria que em jeito de negócio o F.C Porto propusesse a troca de Meireles por Lucho e então tudo voltaria à normalidade. Não me parece é que o Marselha "caia na cantiga"....

segunda-feira, 8 de março de 2010

Comentário SL Benfica 3 vs 1 Paços de Ferreira


Sábado gordo domingo proveitoso foi assim o fim de semana encarnado.

Após os empates dos principais rivais da luta pelo titulo nacional o Benfica entrava em campo com a possibilidade de alargar vantagens, e diga-se entrou e cedo se percebeu que dificilmente esse objectivo fugiria, oportunidade atrás de oportunidade lá foi o Benfica carregando a defesa do paços até que aos 20 minutos o resultado já marcada 2-0 para a equipa da casa a partir dai e infelizmente foram-se sucedendo oportunidade atrás de oportunidades não concretizadas que não permitiram que o Benfica fosse para o intervalo como jogo ganho, como quem não marca sofre foi mesmo o Paços de Ferreira a fazer o 2-1 ficando assim para a segunda parte a resolução do jogo.

Na segunda parte outra entrada forte da equipa encarnada com bolas a barra e grandes defesas do guarda-redes da equipa contraria não permitiram o aumentar da vantagem, o 3-1 só chegou aos 58 minutos da segunda-parte com um pouco de sorte diga-se mas mais do que merecido, até ao final foi mais uma chuva de oportunidades não concretizadas por demérito e mérito do guarda-redes contrario.

Tacticamente foi um jogo dentro do que têm sido os jogos no Estádio da Luz a equipa da casa a jogar permanentemente no meio campo defensivo da equipa adversária criando várias oportunidades e nem as mudanças no 11 inicial produzidas por Jorge Jesus fizeram com que a equipa perdesse ritmo competitivo e se a umas semanas diziam que a equipa do Benfica parecia estar em quebra penso que é notório que neste momento em Portugal o Benfica é a equipa com melhor condição física do campeonato, logo deve-se elogiar o trabalho realizado por Jorge Jesus e a sua equipa técnica.

Penso que o Benfica tem neste momento 3 jogos muito importantes que os desfecho dos mesmos podem decidir o campeonato o próximo com o Nacional da Madeira, e os jogos em casa com Braga e Sporting respectivamente, serão jogos fundamentais até porque serão em semanas complicadas para o Benfica que jogará na Liga Europa mas com o apoio dos adeptos Benfiquistas estou crente que será possivel realizar bons resultados.

No entanto o próximo jogo será contra o Marselha para a liga Europa será o regresso do Benfica aos grandes jogos Europeus espero que sejamos capazes de manter a bitola alta para conseguir uma vitória sem sofrer golos para podermos viajar a França com alguma vantagem.

Pé ante pé....

Foi mais uma prova da equipa que melhor pratica futebol em Portugal. Com uma exibição de grande nível, o Benfica venceu este domingo o Paços de Ferreira por 3-1 e reforçou, assim, a liderança da Liga portuguesa. Já só faltam oito finais para a conquista do título.

Tal como tinha acontecido na deslocação a Matosinhos, o treinador Jorge Jesus deu a titularidade ao médio Airton. O jovem brasileiro ocupou o lugar do castigado Javi Garcia. Em virtude da ausência de Ramires, o técnico começou a partida com Ruben Amorim no lado direito do meio-campo. Já Carlos Martins voltou à titularidade depois de ter sido suplente utilizado frente ao Leixões.

Foi uma primeira parte praticamente perfeita por parte do Benfica. Com uma entrada muito forte, os comandados por Jorge Jesus não permitiram que o adversário conseguisse respirar. Após dois lances de ameaça junto da área pacense, os “encarnados” abriram o marcador aos 13 minutos. Numa jogada de muita insistência de Cardozo, a bola sobrou para a cabeça de Ruben Amorim que colocou a bola no fundo das redes.

O Paços de Ferreira nem teve tempo para digerir o primeiro golo, já que o Benfica voltou a marcar três minutos depois do cabeceamento certeiro de Ruben Amorim. Di María fez um bom passe para a desmarcação de Saviola. O argentino entrou na área, tirou um adversário da frente e rematou com êxito para a baliza dos visitantes (16’).

Apesar da vantagem de dois golos, o Benfica continuou a sufocar o adversário com o seu futebol de ataque. Foram inúmeros os lances em que os “encarnados” tiveram a oportunidade de ampliar o resultado. Di María (19’ e 30’) e Saviola (22’ e 38’) foram os que tiveram mais perto de marcar, apesar de Cardozo também ter tido duas situações através do seu jogo aéreo (28’ e 33’).

A forte pressão “encarnada” não permitiu ao adversário chegar muitas as vezes à baliza de Quim. A primeira situação de registo aconteceu num remate de longe aos 30 minutos, mas o guarda-redes do Benfica estava atento. Na parte final da primeira parte e após um remate perigoso de Candeias (38’), o Paços de Ferreira conseguiu reduzir o marcador num cabeceamento de William (43’).

Foi também uma primeira parte onde imperou uma dualidade de critérios por parte do árbitro Artur Soares Dias. Aos 12 minutos, Ricardo travou uma perigosa saída para o ataque por parte de Maxi Pereira, mas o cartão amarelo não saiu do bolso. Por fazer uma falta menos grave, Luisão foi amarelado. Antes Di María também já tinha visto um cartão amarelo. Do lado da equipa que defendeu só houve lugar a advertências na primeira parte.

Tranquilidade chega com Cardozo

O segundo tempo foi bastante parecido a muitos outros no Estádio da Luz. Só deu literalmente Benfica. Foi um coleccionar de oportunidades desde o início da segunda metade. Ruben Amorim, Cardozo e Carlos Martins colocaram à prova Coelho. Seguiu-se depois um remate à barra de Di María (54').

Depois de tanto ameaçar o chamado golo da tranquilidade, o Benfica fez finalmente o terceiro tento. Cardozo rematou e a bola sofreu um desvio num jogador contrário, traindo o guarda-redes visitante (58’).

O Benfica continuou sempre a sair a equipa mais perigosa em campo e o quarto golo só não surgiu por um corte de um defesa do Paços de Ferreira perto da linha de golo. Cardozo contornou o guarda-redes forasteiro e rematou já com um ângulo muito reduzido (76’), mas o esférico não entrou nas redes pacenses. No final do desafio, Maxi Pereira também testou os reflexos do guarda-redes Coelho (86’).

Foi, assim, mais uma grande vitória da equipa orientada por Jorge Jesus. Com este resultado na 22.ª jornada, o Benfica comanda o campeonato nacional com três pontos de vantagem sobre o Sp. Braga. Relativamente ao FC Porto, a equipa de Jorge Jesus tem 11 pontos de avanço.

O Benfica apresentou o seguinte onze: Quim; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Airton (Felipe Menezes, 71’), Ruben Amorim, Carlos Martins (Sidnei, 79’) e Di María, Saviola (César Peixoto, 82’) e Cardozo.

in SLBenfica.pt

sábado, 6 de março de 2010

Mais do mesmo...


O F.C Porto volta a "tropeçar" para o campeonato, em casa e diante da Olhanense, comprometendo desta feita o acesso à Liga dos Campeões na próxima época. A pergunta que neste momento estará na cabeça dos adeptos do F.C Porto, nos quais eu obviamente me incluo é: O que se passa com este F.C Porto?

A primeira-parte foi tenebrosa. A Olhanense marcou aos 13 e 16 minutos (por Djalmir) e o F.C Porto não foi capaz de esboçar, sequer, uma reacção. A atitude (ou a falta dela) neste jogo foi como que um "dejá vu" sobre o que se havia passado em Alvalade no Domingo passado.

Por muito que a boa vontade de Helton o faça dizer que a equipa não "atira a toalha ao chão", por muito que Jesualdo diga que ainda há "metas" a atingir no campeonato (sem, no entanto, as identificar), creio que a generalidade dos adeptos já percebeu que o título que não nos vem "fugindo" desde há quatro anos para cá, neste momento não passa de uma "miragem".

O jogo de hoje serviu acima de tudo como comprovativo de dois aspectos. Do brio e profissionalismo dos jogadores e treinador da Olhanense (contra algumas "más linguas" da comunicação social) e da falta de ideias de Jesualdo Ferreira.

Olhando bem para aquilo que foram as prestações individuais das duas equipas, pergunto-me a mim mesmo o que faz de Guarín melhor jogador do que Castro e o que faz de Mariano melhor jogador do que Ukra. Sou e sempre fui a favor da entrada de bons jogadores na equipa (independentemente da sua nacionalidade), mas é com algum espanto que vou vendo jogadores como Castro e Ukra (para lá de jogadores como Paulo Machado e Vierinha) a serem preteridos de um plantel, para abrirem vaga a "contentores de Sul-Americanos". Como é óbvio estou a generalizar, porque apesar de tudo jogadores como Hulk, Falcao, Rodriguez, Álvaro (...) são sempre benvindos, apartir do momento que acrescentem algo à equipa (como é o caso).

Com as contas do campeonato já definidas (isto no que concerne à classificação do F.C Porto que, aparentemente, não será nada mais que o terceiro lugar), os objectivos estão focalizados essencialmente nas duas Taças e na Liga dos Campeões.

A propósito da Liga dos Campeões, o próximo confronto em Londres é já na próxima terça-feira. Para dizer verdade não estou nada optimista e se porventura a equipa se apresentar com este nível exibicional, já não peço que não perca. Peço apenas que se tiver de perder, que o faça com honra e dignidade que a instituição F.C Porto merece.

Em condições normais a minha margem de optimismo seria substancialmente maior, mas a questão que se coloca é que a equipa está muito longe de apresentar as ditas condições normais.

Apesar de todo o meu pessimismo em relação ao jogo de terça-feira, confesso que também nada me espantaria se o F.C Porto se transfigurasse em qualquer coisa como dois dias. O prestígio, mas acima de tudo o "prize-money" inerente a estas competições é como que combustível para muito da boa gente que veste aquela camisola.

Poderia porventura estar a detalhar ao máximo, mas penso que há casos por demais evidentes. Desde logo Bruno Alves. Atente-se apenas na sua abordagem (com total ausência de "agressividade" e concentração) no lance do segundo golo. Como é possível a equipa ser apanhada numa situação de dois para um, com Bruno Alves praticamente arredado da jogada?

Este tipo de comportamentos tem sido comuns em jogadores como o B.Alves e o próprio R.Meireles. Possivelmente o facto de lhes ter sido atribuida a responsabilidade de "capitão" de equipa, aumentou-lhes o ego e deixaram de ser aqueles profissionais dedicados e esforçados que vinha sendo habitual. O caso de R.Meireles é mesmo sintomático. Quando havia Lucho no meio-campo do F.C Porto, Meireles fazia todo o trabalho de "formiga". Era um autêntico "sub-alterno" a Lucho, daí que só com muito trabalho conseguia ficar com "parte dos louros" que, na sua maioria, eram atribuidos a El Comandante.

Hoje, Lucho já não está no F.C Porto e R.Meireles mentalizou-se que seria ele o "novo Lucho" e que todos os centrocampistas que o acompanham, teriam de trabalhar para que ele podesse brilhar. Tal não acontece (até porque a meu ver há médios no F.C Porto com qualidade técnica superior a Meireles) e, por consequência cria-se um clima de mau estar e instabilidade.

Se houvesse um pouco de brio e seriedade de Jesualdo Ferreira, acho que hoje já haveria um pretexto que justificasse o abandono do cargo de técnico do F.C Porto (levando com ele o seu adjunto que, a meu ver, apenas lá anda para "levar o dinheiro" à SAD Portista). Muitas vezes existe uma tendência dos Portugueses defenderem os treinadores da sua nação, alegando que os ditos "estrangeiros" só optam por treinar clubes Portugueses apenas pelo aspecto financeiro, mas recordo o acto de hombridade de Camacho quando abandonou o SL Benfica. Não cobrou indeminizações, mas teve a lealdade e respeito para com toda a estrutura do clube, reconhecendo que não estaria à altura das exigências. Jesualdo, como porventura não arranjará outro "tacho" como este, tende a "agarrar-se" ao lugar com "unhas e dentes".


P.S Não queria terminar este meu (longo) post, sem antes fazer referência a dois últimos aspectos. O primeiro de todos foi a atitude da claque do F.C Porto (sem dúvida a "melhor em campo). Desde o princípio ao fim não deixaram de apoiar e mostraram o espírito do verdadeiro adepto. O ambiente estava a ficar "pesado" no Estádio do Dragão, mas é para isto que servem as claques e daqui vai o meu aplauso para eles.

Outro aspecto que queria referir (e este é sem dúvida o mais negativo), está relacionado com a "má fé" e provocação com que um jornalista abordou Jorge Costa, questionando-o "porque razão não festejou os golos?". Parece que neste momento já não existe apenas parcialidade na arbitragem. A parcialidade, o "mau gosto" e a provocação estendeu-se agora para o jornalismo. Jorge Costa teve classe e não baixou ao nível que possivelmente o jornalista pretendia. Agora sim percebo porque razão Scolari já chegou a "vias de facto" com um jornalista. Há quem mereça...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Portugal candidado a nada...

Após jornada de amigáveis entre selecções cada vez mais fica mais patente que Portugal neste momento o unico objecto que pode alvejar e é ficar em segundo no seu grupo e mesmo assim será um cabo das tormentas.

Não é por falta de bons valores, não é por falta de jogadores mas falta espírito de grupo e sistema de jogo, a equipa portuguesa não passa de 11 jogadores cada um a jogar para o seu lado e a olhar para o seu umbigo, mesmo alguns jogadores convocados mais parecem estar lá pelo que fizeram anteriormente do que poderão ou farão num presente e futuro próximo, para a selecção e para o seu seleccionador não importa se o jogadores convocado tem ritmo de jogo, ou se está ou não numa boa forma, o seleccionador consegue ver bons jogadores onde ninguém os vê consegue achar posições para eles onde ninguém espera ou seja basicamente o seleccionador nacional neste momento é um artista.

Na lateral esquerda é o que se sabe, na direita jogam reformados, no ataque joga cada um para si, espero me enganar mas está selecção que se viu "grega" para se qualifica num dos grupos mais fáceis da fase de apuramento virá cedo embora do grande acontecimento.

No meu intender e olhando aos jogos realizados Brasil e Espanha partem num patamar muito acima, Alemanha, Holanda logo atrás ficando França, Itália, Gana e Costa do Marfim como outsiders, quanto a Argentina com tal ilustre seleccionador será uma incognita tanto pode ganhar como vir embora cedo, será esse também um ponto interessante de assistir durante o Campeonato.

PS: É já recorrente em jogos treino Portugal jogar com equipas que nem futebol sabem jogar, não sei qual é o objectivo mas os adeptos como mostraram ontem começam a não achar piada.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Comentário Leixões 0 vs 4 SLBenfica


Num campo onde Braga e FC Porto tinham deixado 2 pontos num terreno historicamente difícil para o Benfica onde tinha empatado nos últimos anos o Benfica desta vez não vacilou e fez na minha perspectiva uma excelente exibição em vários aspectos.

Primeiro notar a inclusão no onze titular de 2 jogadores pouco rodados Eder Luis e Airton este ultimo uma estreia, foi claro que como adepto truci um pouco o nariz porque este era sem duvida um jogo de titulo como de resto serão os últimos nove encontros, mas a medida que o jogo foi correndo foi claro que neste jogo só uma equipa poderia vencer e está era o Benfica, se o primeiro golo foi bafejado com a sorte os restantes foram de resultantes de excelentes jogadas tanto individualmente como colectivamente e quando assim é pouco ou nada há a fazer. Foi um Benfica forte o que entrou em jogo um Benfica que quis e soube sempre como ganhar. Falta muito até o lavar dos cestos mas a jogar assim com este espírito o Benfica tem mais condições de ganhar guerra.

Jogadores:

Di Maria claro foi o melhor em campo marcou 3 golos mas se tivessem sido uns 5 ninguém ia estranhar correu driblou rematou fez tudo e mais alguma coisa e na maioria das vezes muito bem e quando assim é o jogo de equipa é recompensado.

Uma palavra também para Airton um jovem jogador com apenas 20 anos que entrou pela primeira vez logo a titular e fora de porta e fez um jogo daqueles realmente só pode ser bom jogador, a jogar a trinco limpou toda a área sem qualquer falta realmente uma estreia prometedora deste jogador.

O alface menos fresco talvez seja neste momento Saviola um ou dois jogos sem jogar antes dos grandes encontros que se avizinham talvez não lhe fizessem nada mal, apesar de contudo não ter jogado mal.

Arbitragem:

Este foi daqueles jogos que não precisava de lá andar porque tudo que fez, fez mal, golo mal anulado a Di Maria constantes faltas desnecessárias mesmo quando a bola seguia na posse do lesado enfim uma vergonha.