quarta-feira, 13 de maio de 2009

F.C Porto: Os homens do "Treta"


Em muitos dos habituais debates semanais desportivos tem sido feita, de forma persistente, a seguinte pergunta: "Quem teve mais mérito nesta vitória do F.C Porto?".

Pois bem, este tipo de perguntas está sujeita a diferentes pontos-de-vista, sendo certo que na minha opinião o grande "obreiro" de mais um titulo tem de ser forçosamente o Presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa.

Foi ele quem deu continuidade ao "projecto" de Jesualdo Ferreira, foi ele que deu a última palavra na aquisição dos novos elementos para o plantel e, nos momentos menos positivos desta temporada, foi ele quem esteve sempre "ao lado" da equipa técnica e jogadores.

No entanto este título também é muito de Jesualdo Ferreira. Aliás, dos três titulos sucessivos que ele ganhou, muito provavelmente este é o que tem maior "marca" do técnico Português. Nas duas épocas anteriores Jesualdo basicamente "herdou" uma equipa já por si só ganhadora, limitando-se a dar continuidade a todo um trabalho deixado pelo "mister" Co Adriansee.

Esta época Jesualdo foi forçado a remodelar a equipa "à sua imagem". Perdeu no defeso três jogadores importantíssimos, tais como Bosingwa, Assunção e Quaresma (um de cada sector da equipa) e, com sorte mas também com muito "saber" conseguiu colmatar essas três peças com a entrada de jogadores que, seguramente, pouca gente os conhecia.

Seria, no entanto, injusto distribuir os "louros" desta conquista apenas pelo presidente, treinador e jogadores. Existiram, este ano, mudanças significativas na estrutura "azul-e-branca" que foram colmatadas de forma "cirúrgica" e sem "levantar grandes ondas". A par dos referidos jogadores que o F.C Porto perdeu neste defeso, Carlos Azenha deixou um "lugar vago" na estrutura técnica do F.C Porto. Esse lugar foi devidamente preenchido por José Gomes, um homem da confiança de Jesualdo, cuja prestação no F.C Porto tem sido bastante satisfatória sobretudo no que refere à integração e motivação de jovens jogadores que chegaram de clubes modestos, para uma "nova realidade" na sua carreira desportiva.

Por outro lado, o F.C Porto 08/09 perdeu uma presença habitual no banco de suplentes e que muito contribuia para manter o bom ambiente no balneário e para transportar a "mística" que caracteriza aquele clube. Falo precisamente de Vitor Baía, que deixou de assumir o papel de "elo de ligação" no balneário, para se remeter à função de "embaixador" do F.C Porto. Essa ausência foi colmatada com a presença de Pedro Emanuel, que muito embora tenha perdido preponderância no interior das "quatro-linhas", assumiu-se como uma "voz de comando" vinda do banco de suplentes.

Por fim e não menos importante, outro dos "elementos-chave" desta conquista foi Antero Henrique. Na ausência de Reinaldo Teles por motivos de saúde, Antero assumiu o papel de "elo de ligação" entre a equipa e a SAD "azul-e-branca". Antero tornou-se assim o director desportivo do F.C Porto e foi preponderante na aquisição de valores emergentes no futebol. Ao longo desta época ainda não terminada, foi constatável a presença de Antero Henrique ao lado de Jesualdo nos treinos da equipa de futebol, para que nem a equipa técnica nem os jogadores se sintam "desamparados" como acontece actualmente no Sporting C.P, por exemplo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Tudo menos o Burro!


O nome de Luis Filipe Scolari tem vindo insistentemente na capa de jornais, nó entanto espero e tenho a certeza que não será o treinador do Benfica, não sei se é o representante do mesmo que tem tentado fazer pressão a fim de o Benfica lá se lembrar dele, mas espero mais uma vez espero que esse senhor nem olhe para o Benfica ai sim seria a ruina por completo, Scolari não é nem nunca será treinador para clubes como o Benfica.

E também penso que o Benfica neste momento tem mais onde gastar dinheiro do que em treinadores mediocres e que gostam de mandar temos que olhar para o exemplo do norte, é necessario um treinador cordeiro para receber ordens e polas em pratica treinadores que pensam por cabeça propria em portugal já se viu que não funciona.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

F.C Porto: O segredo do sucesso


O F.C Porto sagrou-se ontem (e justamente) Tetra-Campeão Nacional. Os 14 títulos nacionais conquistados nas duas últimas décadas são elucidativos de uma gestão coerente, regrada e com apetência para formar novos campeões.
A actual época revelou um F.C Porto sólido em casa e avassalador fora dela. No entanto, a época foi tudo menos fácil. Lembro que o F.C Porto chegou a estar durante algumas semanas no oitavo posto e a cinco pontos do primeiro classificado. A continuidade de Jesualdo Ferreira chegou inclusive a ser colocada em causa.
No entanto, semanas depois, o F.C Porto começou a mostrar de que “massa é feito” ao realizar uma recta-final de campeonato absolutamente alucinante.
Nada acontece por acaso, desta feita, aquele período menos bom do F.C Porto deveu-se exclusivamente a uma ligeira demora na adaptação de jogadores que actualmente se revelam como fulcrais. Essa demora resultou em alguns equívocos da parte do “mister” Jesualdo fortemente contestados pela imprensa e massa associativa.
Os adeptos, insatisfeitos, chegaram a pedir a demissão do treinador. No entanto, a S.A.D portista em momento nenhum duvidou das competências de Jesualdo e, ontem a persistência trouxe novamente “frutos”.
Jesualdo foi persistente, nunca abdicando dos seus ideais independentemente de toda a pressão com que convivia. Assim sendo, o grupo de trabalho uniu-se e as “estrelas” começaram a sobressair.
O sucesso de todo o seu trabalho é sustentado no voto de confiança e na tranquilidade que o cargo no F.C Porto lhe proporciona. Só assim, foi possível assistirmos à mediatização de jogadores como Rolando, Cissokho, Fernando e Hulk, que nada eram antes de entrarem neste grande clube.
Numa abordagem geral, considero que o “ponto de viragem” desta equipa rumo a uma época repleta de sucessos e bom futebol foi em Kiev, num jogo a contar para a Liga dos Campeões. Jamais esquecerei esse jogo em que o F.C Porto perdia de forma cruel e injusta por 1-0 ao intervalo e, numa segunda-parte absolutamente soberba (quer no aspecto físico, quer no aspecto técnico-táctico) teve a mestria e a sorte necessárias para vencer a partida, levantando o ego da equipa que a viria a colocar no primeiro lugar do grupo na “Champions”. As exibições foram crescendo paralelamente no campeonato, mas também na "Champions", a pontos de o F.C Porto ter sido considerado pela exigente imprensa Inglesa como a melhor equipa dos últimos dez anos a actuar em Old Trafford (a quando do respectivo jogo dos quartos-de-final da "Champions").
A propósito do campeonato, recordo que o F.C Porto conquistou o seu “Tetra” numa série de dez vitórias seguidas fora de “casa” e a marcar mais de que um golo. Aliás, tendo em conta o número de golos por jogo, o registo que ditou este F.C Porto campeão é apenas comparável ao que, certamente, irá ditar o Barcelona como campeão Espanhol.
Este título tem um “sabor especial” para Presidente e treinador, já que Pinto da Costa a partir de ontem se tornou oficialmente o presidente de futebol mais titulado em todo o Mundo e, por sua vez, o “mister” Jesualdo Ferreira tornou-se no primeiro treinador Português a ganhar três campeonatos nacionais seguidos. Mais um recorde que foi quebrado...no F.C Porto!



Não poderia terminar este post sem antes deixar aqui um tributo aos verdadeiros Tetra-Campeões num video "5 estrelas" e ilustrativo desta longa, mas bem sucedida "caminhada":

Link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=jVFupWOdlC0




Quique eu acredito!


Caros Benfiquistas, venho por este meio mostrar todo o meu apoio para a continuidade do Quiqui Flores no comando técnico do Sport Lisboa e Benfica para a próxima temporada, bem sei que mais uma vez este ano tivemos uma desilusão no Campeonato, no entanto caros Benfiquistas não podemos ter a memória curta, ao longo destes 20 anos outros 20 treinadores tivemos no comando técnico, logo estes dados levam a pensar a culpa é do treinador? Não pode ser, durante 20 anos varios treinadores que foram e são dos melhores do futebol (José Mourinho, Jupp Heykens, Ronald Koeman, José Camacho etc) muitos deles foram campeões nos anos seguintes, ou fizeram prestações muito boas nos seus clubes mais modestos.

Caros Benfiquistas não podemos continuar mais uma vez na solução mais fácil, na solução mais curta, na solução mais uma vez errada, o despedimento de mais um treinador será mais uma contribuição para a perda de mais um titulo.

Nenhum treinador no mundo não faz omeletes sem ovos, Quique Flores herdou uma equipa em construção uma equipa mal construída com sectores claramente fracos nomeadamente defesa direito, defesa esquerdo e extremo direito, não se pode continuar a investir milhões em jogadores que simplesmente não têm lugar na equipa (Suazo), jogadores contratados que já sabemos de antemão que não entram no esquema de jogo do treinador (Aimar).

A vinda de um novo treinador, constituirá mais um ano de construção mais um ano de desculpas, mais um ano de fracasso, chega de ouvirmos treinadores a dizer que fizeram melhor que ano passado que fizeram melhor que o antecessor, existi uma forma de parar com esta lengalenga transitar o treinador, colocar pressão no treinador e na equipa, e claro responsabilizar quem deve ser responsabilizado.

Luis Filipe Vieira

O presidente do Benfica é o presidente de uma instituição não do futebol, não podemos julgar pessoas por pelouros que apenas fazem parte e não são um todo, se é verdade que no futebol temos tido desilusões noutras modalidades temos tido grandes sucessos com gestões responsáveis e sem prejuízos, com muitos portugueses e com jovens ao contrario de outros, somos o clube com mais infraestruturas pagas pelo Benfica, não pelo estado ou por câmaras municipais, somos o clube nacional com mais modalidades e mais títulos entre elas, por isso reafirmo o Futebol do Benfica faz parte do clube não é o clube.

Sem sombra de duvidas somos um clube pioneiro e todos os aspectos empresariais copiado até pelos rivais, isto também importante para o futuro, o presente que vivemos neste momento é consequência de gestões danosas e ruinosas, não podemos voltar a cometer o mesmo erro, temos que acreditar no futuro, por muito que nos custe é necessário plantar agora para colher depois.

Em ebulição...




Finalmente o Treta foi conquistado!


Mas antes de mais gostaria de dizer que me senti algo priveligiado por ter assistido "in loco" aquele "hino ao futebol". Não falo só em relação ao jogo, até porque não foi das melhores exibições que assisti da parte do F.C Porto. O que realço sim, foi todo o espectáculo envolvente, desde a coreografia inicial (com todo o estádio pintado em tons de azul e amarelo) até aos festejos finais.

Cerca de 52 000 pessoas recriaram um ambiente indescritível, que provocou verdadeiros "arrepios na espinha". Estive presente no jogo do Tri (no ano passado) e estou à vontade para admitir que este ano ainda foi mais espectacular.

Os momentos mais altos da glória Portista foram, sem dúvida, quer o golo de Bruno Alves, quer a chamada dos Tetra-Campeões. Uma nota de destaque para o aumento dos decibéis aquando da chamada de três ou quatro jogadores mais carismáticos do F.C Porto, de entre os quais se destacam Lucho (talvez o mais ovacionado), Hulk, Lisandro e Bruno Alves.

Quanto ao jogo em si, foi uma boa exibição do F.C Porto e uma boa réplica por parte do Nacional. Houve uma clara ascendência de Cissokho e Mariano González no contexto exibicional, no entanto poder-se-á dizer que a equipa esteve toda bem, ainda que jogadores como Fucile e Raul Meireles tenham denotado algumas dificuldades físicas.

Em relação à arbitragem, penso que poderia ter sido melhor. Artur Soares Dias não protagonizou nenhum "escândalo", no entanto fiquei com a sensação que perto do intervalo existe um penalty cometido por Alonso. De resto, considero que houve um amarelo mal atribuído a Lisandro Lopez e pouco mais. Nada que "estragasse" o bom ambiente que se vivia no verdadeiro "Teatro dos Sonhos".

Uma nota ainda para um senhor chamado Jorge Nuno Pinto da Costa, que com todos os seus defeitos e virtudes, actualmente suplantou o mítico Santiago Bernabéu tendo-se tornado o Presidente mais titulado do Mundo, de um clube de futebol.
Parabéns a Jesualdo e aos seus Tetra-Campeões!

sábado, 9 de maio de 2009

Afinal foi mesmo "burrice"...


Faz hoje precisamente duas semanas que Carlos Cardoso foi autenticamente "atacado" e, nalguns casos de forma incorrecta por parte da imprensa, após ter substituído Leandro Lima e Bruno Gama num jogo que envolvia F.C Porto e Setúbal, no estádio do Dragão. O jogo estava empatado 0-0 na altura e, pouco tempo depois, surgiu o primeiro dos dois golos que viriam a confirmar a vitória Portista.

A decisão foi alvo de muita contestação e mesmo eu, na qualidade de Portista, reagi com alguma estranheza ao facto de Leandro Lima e Bruno Gama terem saido ao mesmo tempo, num jogo que ainda estava com o resultado fixado num 0-0. Não faltaram criticas ao Setúbal e a Cardoso em particular, alegando que houve uma tendência de facilitismo para com o F.C Porto (lembro que os jogadores são emprestados pelo F.C Porto).

Mas hoje, no estádio de Alvalade, sucedeu exactamente o mesmo e com consequência em tudo idênticas. Decorriam cerca de 73 minutos de jogo e eis que, quando o resultado ainda estava em 1-1, Carlos Cardoso decide repetir a "façanha", retirando aqueles que eram sem dúvida as unidades mais desiquilibradoras deste Vitória de Setúbal.

Consequentemente, ou por mero acaso, o Sporting marca e numa falha de marcação de André Marques (jogador emprestado pelo Sporting, que entretanto tinha entrado para o lugar de um dos referidos jogadores) que "abre caminho" para Liedson penetrar na grande área.

Esta alteração táctica por parte do treinador do Setúbal, que já no jogo diante do F.C Porto tinha-se justificado com a pretensa intenção de segurar o empate, leva a crer que não passa de uma mera opção que, a meu ver, é errada. Sobretudo Leandro Lima estava a fazer um bom jogo e não justificava a alteração.

Agora e, tal como os "compadres" Sportinguistas e Benfiquistas, gostaria de saber o porquê desta dupla substituição. Estarão Bruno Gama e Leandro Lima "comprados" pelo Sporting ?(ironia)


Carlos Cardoso bem se pode perguntar a ele próprio: "E agora? O burro sou eu?"

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Qual o melhor modelo para a Liga portuguesa?


Como sabemos encontra-se em discussão na liga, a aprovação de novos estatutos a fim de impedir equipas com salários em atraso de se inscrever nos campeonatos nacionais, no entanto impedir esses clubes de se inscrever vai apenas causar a sua falência como também que os responsáveis passem impunes, o problema dos salários está também na fraca competitividade da liga, e também falte de jogos apenas 30 jornadas leva a que em Janeiro já o campeonato esteja decidido, muito mais esta época em que os 3 grandes se defrontaram logo nas primeiras jornadas.

Dai no meu intender o campeonato devia contar apenas com 12 equipas e 4 voltas, contabilizando um total de 40 jornadas, num total de 12 derbis por época, haveria mais jogos entre equipas fortes, mais espectáculo mais estadios cheios.

Haveria mais receitas e patrocínios para as equipas, podendo assim as mesmas começar adquirir melhores jogadores e crescer competitivamente.

Desciam 2 equipas sendo que a penúltima ia jogar com a 2 classificada da 2 liga, e era mais 2 jogos muito fortes e com muita gente no estádio, no meu ponto de vista seria uma forma de aumentar a competitividade tanto do campeonato como das equipas depois nas competições Europeias.

Outra medida importante seria a introdução da regra dos 6 + 5 para ajudar a selecção que já se viu anda pelas ruas da amargura a jogar com jogadores de fraco nivel, que jogam em equipas medianas por essa Europa fora.