quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ópera!


Valeu o bilhete! Nestas três palavras descrevo o jogo que tive oportunidade de assistir hoje, ao vivo e a cores, no majestoso Estádio do Dragão.

Três golos numa só parte, conjugados com um domínio absoluto, foram mais do que suficiente para levar de vencido um Nacional da Madeira que ousou, um dia, vir vencer ao Dragão (ainda que para uma competição menor, como é o caso da Taça da Liga).

O resultado de hoje e acima de tudo a exibição vieram provar que a vitória Madeirense para a Taça da Liga, não foi mais do que um mero acidente de percurso. Hoje os Dragões, com muito brio e sentido colectivo, resolveram cedo o jogo com Hulk a "bisar" e James a fechar as contas do jogo.

Destaque para o facto de Hulk ter marcado o seu primeiro golo de cabeça (pelo F.C Porto) e para a construção da jogada que terminou com o 3-0 (de James). Nessa mesma jogada, a envolvência de todo o sector intermediário Portista com a linha atacante, foi decisiva para isolar James que - com toda a classe - bateu Bracalli de "chapéu". Hulk acabou por ser uma das grandes figuras da noite, não só porque marcou dois golos (e para quem não é ponta-de-lança, já marcou 19 só na Liga), mas também porque foi dele a assistência (de calcanhar) para o tento de James Rodriguez.

Do ponto-de-vista dos destaques individuais, Hulk e James são figuras incontornáveis, mas também há que destacar a excelência do jogo de Rafa (está-se a tornar um "caso sério" no lado esquerdo da defesa) e a jogatana de Belluschi. O médio Argentino esteve mais uma vez em grande plano. Além de ter sido incansável do ponto-de-vista da recuperação de bolas (e, a titulo de curiosidade, recorde-se que a seguir a Fernando é o jogador com mais recuperações...), foi o principal municiador de um ataque que esteve imparável. Foi dele a assistência para o primeiro golo de Hulk, tendo dividido com Moutinho a gestão do ritmo da partida. Exibição fantástica de "El Samurai".

Globalmente a equipa esteve toda bem. As oportunidades do F.C Porto foram-se avolumando e, em sentido contrário, o Nacional nem uma oportunidade de golo teve (já em Aveiro o mesmo tinha acontecido ao Beira-mar).

Uma última nota para a excelente entrada de C.Rodriguez em jogo, ele que até marcou um golo "limpinho". Mas ora como Paulo Baptista rima com "artista", o golo foi (mal) anulado.

Em suma foi um excelente jogo, com uma péssima arbitragem (ficou ainda por marcar uma grande penalidade sobre Hulk) que, perante um resultado mais escasso, poderia ser alvo de maior contestação.

Estamos a 9 vitórias do título!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Só não vale arrancar olhos...

Este ano vale tudo! O SL Benfica depois de ter conseguido um triunfo em Coimbra fruto de um golo "especial" (porque afinal de contas não é todos os dias que se marca em fora-de-jogo e com a mão), viu a sua vitória de ontem manchada com um episódio no mínimo caricato do seu treinador.
Como pelos vistos este ano vale tudo, eis que Jorge Jesus (qual Rocky Balboa...) decidiu dar um valente estalo num jogador do Nacional (Luiz Alberto).
Ora depois daquilo que foi o célebre episódio do túnel (que resultou em suspensões manifestamente exageradas para Sapunaru e Hulk), fico à espera de saber qual a punição de Jorge Jesus. Entretanto lanço o palpite que será qualquer coisa como:
- Ou um joguito de suspensão, apenas;
- Ou uma multa no valor de 1000 ou 1500 euros;
É aguardar para ver. Entretanto, assista-se ao video:

http://www.metacafe.com/watch/5844045/jorge_jesus_agride_luis_alberto_narra_o/

sábado, 22 de janeiro de 2011

Louvável pragmatismo!


O resultado da partida de hoje leva a crer que a deslocação do F.C Porto a Aveiro foi complicada. E foi.

No entanto, embora sem o brilho e "ópera" de outros jogos, o F.C Porto fez, no meu ponto-de-vista, uma exibição tácticamente irrepreensível. Pragmatismo no ataque e solidez defensiva foram os condimentos necessários para levar o F.C Porto "a bom porto".

É admirável o sentido colectivo desta equipa e solidez defensiva que esta apresenta. Que me recorde, o Beira-mar não criou qualquer oportunidade de golo na partida. Isso foi acima de tudo fruto de uma coesão defensiva que fez de Helton não mais do que um "espectador" em campo.

Com o bloco defensivo todo ele em "alta", é dificil partir para os destaques individuais. No entanto eu destacaria Rolando (que esteve imperial), Rafa (que vem conquistando a confiança de adeptos e treinador) e, um pouco mais adiante no terreno, as performances de Belluschi, James e Hulk.

Belluschi a cada jogo que passa vem mostrando que é o grande "maestro" da armada Portista. Com a colaboração do "carregador de piano", João Moutinho, o meio-campo Portista funciona que nem um verdadeiro carrossel. Estonteante, às vezes.

Em relação a James, pouco há a acrescentar aquilo que já foi dito sobre ele em outras partidas. É um jogador fenomenal, com um pé-esquerdo que faz dele um jogador temível no um-para-um. Hoje tentou por mais do que uma vez o golo e, perto do fim da partida, deixou as luvas de Rui Rêgo a "arder" (com um potente remate disferido de fora da área).

Por fim e quanto a Hulk, mais uma vez decidiu! O seu virtuosismo fez-lo conquistar uma grande penalidade sem qualquer tipo de contestação, tendo-a, em seguida, materializado em golo. Quem não "caça" com Falcao, "caça" com Hulk e a verdade é que o "incrível" já contabiliza 17 golos em 16 jogos da Liga.

Para terminar saúda-se o regresso de C.Rodriguez em pleno, ele que apesar de apenas ter jogado 5 minutos, teve nos pés a possibilidade de marcar o golo da tranquilidade (e que golo seria, diga-se!).

Está assim conseguida mais uma vitória rumo ao título, fruto de muito empenho e de uma actuação perfeita do ponto-de-vista táctica (nesse aspecto, provavelmente terá sido das melhores da época).

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um bom treino para o que aí vem...


Numa competição que o F.C Porto e a grande parte dos clubes colocou em segundo plano, os "Dragões" venceram o Beira-Mar por esclarecedores 3-0. Mais do que o resultado, foi importante ver o entrosamento entre titulares e habituais suplentes. A primeira parte do F.C Porto foi extraordinária, com toda a equipa em bom plano.

A equipa, sempre muito sólida do ponto-de-vista defensivo, foi extremamente rematadora, pelo que os 3-0 com que partiram para o intervalo justificava-se plenamente.

Do ponto-de-vista individual eu destacaria Rafa, Walter, Otamendi e James Rodriguez.

Tinham sido levantadas muitas dúvidas quanto à competência de Rafa enquanto alternativa a Álvaro e eis que o lateral Português realizou um jogo irrepreensível (tendo o seu grande golo sido a "cereja no topo do bolo"). Em relação a Walter, tem respondido às suas oportunidades com golos. Hoje, na sequência de uma "bomba" de Hulk, Walter demonstrou instinto goleador e inaugurou o marcador. Do ponto-de-vista exibicional foi regular até ao final do jogo e terá, aparentemente, ganho o crédito de Villas-Boas para os próximos jogos (que, infelizmente, não contarão com a presença de Radamel Falcao).

Em relação a Otamendi é mais do mesmo. Um central de topo. É um jogador que a cada jogo que passa se assume como verdadeiro líder da defesa e cujas falhas por jogo são praticamente inexistentes.

Por fim e não menos importante, destacaria o grandíssimo jogador que é James Rodriguez. O míudo Colombiano tem um pé esquerdo absolutamente intratável, tem drible e acima de tudo não tem medo de partir para cima de qualquer adversário. Grande exibição do compatriota de Falcao e Freddy Guarín.

Ainda em relação aos destaques da equipa, notas muito positivas para a habitual regularidade exibicional de Moutinho, para a subida de forma de Fernando e para a excelente entrada em jogo de Ruben Micael (cuja boa forma parece estar a voltar). Por outro lado, Souza esteve algo apagado até ao momento em que recuou para o seu habitat natural. Assim que assumiu a posição de Fernando, Souza começou a aparecer em jogo e terminou a partida com nota positiva.

Um último destaque para Hélton (não pelo que jogou, porque felizmente teve pouco "trabalho"), mas pela atitude digna de um verdadeiro "capitão". A dado momento do jogo, num pontapé-de-baliza da equipa Aveirense, foram arremessados objectos ao guarda-redes do Beira-Mar (atitude essa que, seja de que clube for, é condenável) e Hélton dirigiu-se à baliza do seu colega de profissão para pedir calma aos adeptos Portistas.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O que custou foi entrar o primeiro...


O F.C Porto voltou ás grandes exibições. Depois de retomado o ciclo vitorioso, os adeptos ansiavam por alguma estabilidade, desta feita do ponto-de-vista exibicional.

Hoje o F.C Porto correspondeu às expectativas garantindo não só uma vitória, mas também uma excelente performance (com destaque para a segunda-parte).

Contra equipas "fechadas" como a Naval, normalmente o maior dos entraves passa por marcar o primeiro golo. As oportunidades sucediam-se, o volume de jogo aumentava substancialmente, mas foi perto do intervalo que Radamel Falcao inaugurou o marcador. Foi o regresso perfeito do Colombiano à competição!

Ainda os adeptos mal tinham festejado o primeiro golo e eis que o F.C Porto dilata o marcador para 2-0. Numa jogada de envolvência absolutamente perfeita, o "incrível" Hulk não perdoou e fixou o resultado com que as equipas recolheram aos balneários.

Na segunda-parte e já com um resultado confortável, não durou muito tempo a resistência da Naval, já que aos 53 minutos o "incrível" voltou a atacar. Lançamento longo de Helton, falhanço do defesa e Hulk volta a não perdoar.

O resultado final foi de 3-1 a favor dos Dragões (já que a Naval beneficiou, perto do final da partida, de uma grande penalidade bem assinalada mas escusada), mas muitas foram as oportunidades criadas. Destaque, por exemplo, para Freddy Guarín esteve na iminência de marcar um golo de calcanhar (mas infelizmente o desvio do Colombiano encontrou a oposição do defesa da formação da Figueira da Foz).

Por fim e em relação aos destaques individuais, penso que toda a equipa esteve em bom plano, mas não há como não destacar a "temível" dupla Falcao - Hulk, assim como o tiki-taka de Moutinho e Belluschi.

No sector mais recuado, nota extremamente positiva para o "comandante" Otamendi, para Sapunaru e para o guardião Helton (que, apesar do pouco volume de jogo da equipa Figueirense, ainda protagonizou duas grandes defesas).
Destaque pela negativa (e apesar da assistência para golo) para Varela que, no meu ponto-de-vista, ainda está muito preso de movimentos. Está naturalmente a recuperar a sua forma, mas neste momento James Rodriguez apresentasse num patamar competitivo superior. O jovem Colombiano entrou muito bem em jogo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Hulk contra a monotonia


O F.C Porto venceu hoje, tranquilamente, o Pinhalnovense por 2-0 no Estádio do Dragão. Os golos foram ambos marcados por Hulk, colocando um ponto final a uma grande exibição do guardião da equipa visitante.

Sem fazer uma exibição brilhante, o F.C Porto fez um jogo aceitável. Autor 29 remates, o F.C Porto foi, apesar de tudo, bastante oscilante no ponto-de-vista da intensidade de jogo.

Este foi um jogo sem qualquer tipo de história, pese embora seja de destacar o bom regresso de Mariano à titularidade, a boa exibição de Fernando (que também regressou após lesão) e o individualismo de Hulk (que hoje resultou em dois golos magistrais).

Kieszek, que cometeu um lapso marcante na sua última partida a titular pelo F.C Porto, hoje não comprometeu, tendo inclusive feito uma grande defesa no único remate dos visitantes à baliza dos Dragões.

Relativamente às exibições menos conseguidas, eu destacaria Rafa. É um lateral-esquerdo com potencial (embora estando muito longe da valia de Álvaro Pereira), mas que denota algumas dificuldades no momento de recuperação no terreno. Por diversas vezes vimos Maicon (outra boa exibição), a vir "fechar" jogo ao lado esquerdo da defesa, na sequência de investidas atacantes de Rafa. No meu ponto-de-vista, Rafa ainda não tem condições para efectuar o "vai e vem" que, por exemplo, Álvaro Pereira já consegue fazer com a maior das naturalidades.

Em suma foi uma vitória merecida, pouco brilhante e que de algum modo pode servir de exemplo para que a equipa não se deixe relaxar perante adversários teóricamente mais fracos.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Freddy "bomba" e companhia estão de volta!


O F.C Porto está de volta às grandes exibições e aos grandes golos. Numa noite onte Freddy Guarín (autor de dois tentos) foi a estrela maior, o F.C Porto goleou o Marítimo por 4-1.

O jogo até começou algo complicado para o F.C Porto. O golo tardava em surgir, mas Freddy Guarín, a 37 metros da baliza de Marcelo, disferiu um potente remate que resultou no melhor golo da partida. Estava feito o 1-0 e o F.C Porto começava a respirar com mais tranquilidade.

Na segunda-parte, mais do mesmo. O F.C Porto manteve uma toada dominadora e chegou ao 2-0 por intermédio do "incrível" Hulk. Mais uma "bomba" indefensável para o guardião da equipa Madeirense.

Volvidos alguns minutos, o Marítimo que até então não atacara, conseguiu reduzir o marcador para um 2-1 que momentaneamente fez "pairar" o "fantasma" do jogo com o Nacional da Madeira.

O F.C Porto no entanto não se deixou intimidar, pelo que com Freddy Guarín "endiabrado" fez o 3-1, para que poucos minutos mais tarde, James Rodriguez fixasse o resultado final com um golo mais do que merecido.

Relativamente aos destaques individuais, os jogadores mais em foco foram sem dúvida Freddy Guarín e James Rodriguez. O miudo Colombiano marcou um golo, mas mostrou que tem atributos de um verdadeiro craque. Tem um pé esquerdo absolutamente fantástico e no meu ponto-de-vista já mostrou o suficiente para relegar Cristian Rodriguez para terceira opção na ala esquerda do ataque portista.

Para lá destes dois jogadores, destaque para as excelentes performances quer de Moutinho, quer de Belluschi (aliás, está provado que o meio-campo do F.C Porto funciona com mais naturalidade quando ambos jogam juntos) e para o regresso de Otamendi (em detrimento de Sereno) que, neste momento, é sem sombra de dúvidas o "patrão" da defesa do F.C Porto.
Uma nota final para o (bom) regresso de Mariano à competição. 301 dias depois, Mariano González entrou e tudo o que fez, fez bem. De agora em diante André Villas-Boas ganha mais uma opção para a frente de ataque portista.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Tanta gestão resultou em indigestão


Não sou muito apologista das paragens de Inverno no campeonato. Normalmente os jogadores vêm com os índices de intensidade competitiva um pouco mais abaixo, com a cabeça nas suas terras natal e, por consequência, os resultados não são os mais desejáveis. Foi um pouco isso que sucedeu hoje no Estádio do Dragão, diante de um Nacional da Madeira muito fechado.

O F.C Porto fez uma primeira-parte apagada. As linhas de passe eram praticamente inexistentes e a criação de potenciais jogadas de perigo esbarravam no individualismo excessivo de Hulk.

Na segunda-parte o F.C Porto apareceu melhor. Conseguiu subir a intensidade de jogo, esteve constantemente em cima do adversário e após um golo obtido por Hulk (na sequência de uma grande penalidade inquestionável), Anselmo reestabeleceu a igualdade, com Kieszek a ficar mal na fotografia.

Minutos mais tarde e numa jogada em que Sereno teve responsabilidades acrescidas, Anselmo bisa e interrompe a histórica série vitoriosa do F.C Porto, sob o comando de André Villas-Boas.

Mais cedo ao mais tarde o F.C Porto iria perder algum jogo (fosse na Taça da Liga, ou até no campeonato) e quis o destino que esse jogo fosse o de hoje. Felizmente foi na Taça da Liga (uma competição cuja importância dada por grande parte das estruturas directivas dos clubes da Liga é pouco mais do que nula) e foi, a meu ver, resultado de uma excessiva gestão de André Villas-Boas.

Porquê colocar Sereno quando se tem Maicon no banco? Porquê não convocar Fernando e sobretudo Varela, que ontem treinaram sem limitações?

Estas são no fundo algumas questões que podem justificar o insucesso do jogo de hoje mas que jamais colocaram em causa todo o trabalho que vem sendo (muito bem) feito por André Villas-Boas.

Na partida de hoje, eu destacaria Freddy Guarín que fez um jogo fantástico. Pleno de entrega, força e objectividade. Foi o jogador mais esclarecido dos que tiveram em campo, mas insuficiente para levar a equipa a bom porto.

Quanto às opções do plantel de Villas-Boas e em jeito de balanço (já que estamos num mês onde o mercado futebolístico está em aberto), eu penso que há pequenos ajustes a ser feitos no plantel.

No meu ponto-de-vista Sereno deveria ser emprestado (sempre fiz questão de referir que foi o reforço que menos me agradou) e acho que Ukra deveria permanecer no plantel, em detrimento de C.Rodriguez.

C.Rodriguez chegou há duas épocas naquela que foi uma das mais mediáticas transferências do defeso de Verão, mas está longe de justificar os 135 mil euros/mês que aufere ao serviço do F.C Porto (ao que se consta é esse o seu ordenado mensal). É um jogador com talento, sem dúvida, mas desde a época passada tem perdido preponderância para Varela (e mais recentemente para o míudo James) fruto das sucessivas lesões das quais tem sido vítima, sobretudo ao serviço da selecção do seu país.

A sua impulsividade e a forma como reage perante certas situações durante o jogo, tem funcionado um pouco contra si mesmo (já foi, salvo erro, por duas vezes expulso esta temporada) e, como tal, uma boa oportunidade de negócio não seria de recusar.
Relativamente a potenciais entradas, penso que o F.C Porto poderia apostar num terceiro avançado (um pouco à imagem do tal "pinheiro" que Paulo Sérgio vem pedindo à direcção do Sporting).

Em suma, desejo que esta derrota seja apenas um "acidente de percurso" que sirva acima de tudo para que a equipa reinicie um novo e brilhante ciclo vitorioso.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

R.I.P Dr.Pôncio Monteiro: Um grande portista e um grande senhor!


Foi com natural tristeza que todos os Portugueses (sejam eles Portistas, Benfiquistas ou Sportinguistas) viram partir uma figura incontornável do futebol Português.

Dr.Pôncio Monteiro, que há bem pouco tempo vinha com naturalidade comentando o estado do seu F.C Porto no programa "Prolongamento" (da TVI24), não resistiu a um AVC no passado dia 17 de Dezembro.

Apesar de todo o seu fanatismo pelos Dragões e apesar de não aparentar a agilidade de pensamento de outros tempos, Pôncio Monteiro dava "vida" e boa disposição ao referido programa de debate futebolístico.

Portugal perde assim um grande senhor do futebol, mas acima de tudo um excelente ser humano!

Dr.Pôncio, as conquistas do F.C Porto este ano serão para si!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Era de prever...


Na teoria uma deslocação à Mata Real nunca seria fácil - e não o foi. No entanto as declarações "balofas" do presidente do Paços de Ferreira foram não mais do que um impulso para que o F.C Porto desse continuidade à sua invencilibidade.

O F.C Porto entrou com muita atitude, conseguiu a vantagem no marcador bem cedo por intermédio de Otamendi e manteve os níveis de intensidade elevados durante os 90 minutos.

A prova dessa mesma atitude reflecte-se na forma como os jogadores festejaram o golo do central Argentino. Tal como se estivessem a perder, os jogadores do F.C Porto recolheram no imediato a bola e trouxeram-na com relativa pressa ao círculo central (para que o jogo fosse rápidamente recomeçado).

Na segunda-parte houve momentos em que o Paços conseguiu reagir e equilibrar o jogo. Helton, durante esse período, foi absolutamente fantástico e constituiu uma muralha inultrapassável para a frente-de-ataque pacense.

Os golos da tranquilidade acabariam por surgir perto do final do encontro, através de Hulk (de penalty) e Walter, respectivamente.

Relativamente às prestações individuais, para lá de Hélton, os meus destaques vão para os marcadores dos golos da equipa Portista, para Belluschi (que fez uma exibição muito boa) e James Rodriguez (que continua a mostrar credenciais). Um destaque especial para Otamendi (que, a cada jogo que passa, mostra ser um central de "top") e para o instinto goleador de Walter.

Está assim fechado o ano desportivo de 2010 e o F.C Porto reentrará na próxima época "com a cabeça a prémio", pois claro.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A habitual "chapa 3"



Foi uma fase de grupos (quase) imaculada, a do F.C Porto na Liga Europa.

Depois de ter vencido por 3-1 na Turquia, depois de ter vencido por 3-1 em Viena, depois de ter vencido por 3-0 no Dragão o Rapid, o F.C Porto volta a aplicar "chapa 3". Desta feita a vítima foi o CSKA de Sófia que em sua casa havia perdido para o F.C Porto por apenas 0-1.
O jogo foi tranquilo. Fui assistir ao jogo no Dragão e, no meu ponto-de-vista, o F.C Porto fez uma primeira-parte muito boa, chegou à vantagem no marcador através de um golo de Otamendi e foi apenas esse golo que separou as duas equipas ao intervalo.

Era uma resultado "enganador", tendo em conta que o F.C Porto já tinha criado ocasiões em sobra para avolumar o resultado (destaque para um fantástico remate de Walter, à trave).

Na segunda-parte, mais do mesmo. O F.C Porto conseguiu marcar mais dois golos (por Ruben Micael e James Rodriguez, respectivamente), mas não se livrou de um "susto" provocado pelo único remate que os Búlgaros do CSKA fizeram à baliza do guardião Helton.

Acima de tudo foi um jogo sério aquele que o F.C Porto realizou, tendo inclusive se dado ao "luxo" de desperdiçar uma grande penalidade (por Falcao) e enviar nova bola à barra (por João Moutinho, já no final da partida).

Do ponto-de-vista individual, eu direi que Fucile foi o melhor em campo, a que se seguiu o "patrão" Otamendi e Ruben Micael. A par destas três exibições (que na globalidade foram as mais regulares), destaque muito positivo para Walter, Falcao, James e para a entrada em campo de João Moutinho. O ex-leão entrou em campo no decorrer da segunda-parte, assistiu James para o seu primeiro golo oficial e tudo o que fez foi bem feito.

Nota ainda para um dos momentos da noite. No inicio da segunda-parte a boa disposição tomou conta das bancadas do F.C Porto, a partir do momento em que um adepto "invadiu" o campo e distribuiu cumprimentos aos jogadores Portistas. O referido adepto foi, seguidamente, acompanhado pelos seguranças. Não era necessário tanto "espalhafato" e a segurança deveria primar por actuar em situações mais graves que estas.

Com este resultado e a um jogo de terminar o ano de 2010, o F.C Porto continua orgulhosamente "com a cabeça a prémio".

domingo, 12 de dezembro de 2010

Asa esquerda diabólica!


O F.C Porto venceu, como seria de esperar, o modesto Juventude de Évora por uns folgados 4-0.

Neste jogo, que teve tanto de seriedade, como de tranquilidade por parte dos Dragões, brilhou toda uma "asa" esquerda.

Começando no sector mais recuado, saúda-se o retorno de Álvaro Pereira. "Palito", como é conhecido no mundo do futebol, voltou em grande plano, tendo marcado um golo, assitido Walter para outro e feito uma série de incursões no ataque que pulverizaram a defesa Alentejana.

Um pouco mais à frente, eis o destaque da noite - James Rodriguez. Acho incrível um jogador deste calibre ter estado no banco durante tanto tempo (Villas-Boas lá saberá...).

O jovem internacional sub-20 Colombiano tem um pé-esquerdo fantástico, um drible desconcertante e uma capacidade de improviso fantástica.

Além de ter assistido o seu compatriota Falcao para mais um golo (a recuperação de bola e o cruzamento foram fantásticos), James viu por mais do que uma vez o golo negado pelo guardião da equipa do Juventude. Está aqui, sem margem de dúvidas, um talento em bruto! Ele, Walter e Souza são jogadores que dão garantias de presente e muito mais garantias de futuro!

Relativamente às outras contingências desta partida da Taça de Portugal, destaque para o primeiro golo de J.Moutinho na sequência de uma jogada fabulosa. Um verdadeiro "hino ao futebol"!

Por fim, nota positiva para Walter que em poucos jogos mostrou o pragmatismo suficiente para marcar o seu quinto golo da temporada.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Elmano Santos quis decidir...mas falhou!


Numa noite muito fria no Estádio do Dragão, uma exibição q.b do F.C Porto foi suficiente para levar de vencido um Vitória de Setúbal que, durante os primeiros 45 minutos, não fez qualquer remate à baliza de Hélton.

Ao intervalo o F.C Porto levava vantagem no marcador por 1-0, na sequência de uma grande penalidade duvidosa. Admito que possa até nem ter existido, mas o facto desta ter sido assinalada na primeira-parte e o facto de suscitar diferentes pontos-de-vista, fez-me desde logo antever um cenário de "compensações" em que Elmano Santos costuma mostrar predicados. E assim foi na segunda-parte. Para além das inúmeras faltas que ficaram por marcar sobre Hulk, Elmano Santos vislumbrou uma grande penalidade na grande área do F.C Porto e, à segunda tentativa, Jailson atirou para a bancada.

O cúmulo da desorientação de Elmano Santos passou não só pelo assinalar de grande penalidade, mas também pela amostragem do cartão amarelo. Se hipotéticamente tivesse existido penalty (e efectivamente não existe penalty), seria Fucile o jogador merecedor de cartão amarelo e não Otamendi.

Tirando estas incidências do jogo, registo de bom grado as boas exibições de Rolando, Moutinho e C.Rodriguez.

C.Rodriguez mais uma vez é perseguido pelo azar, já que num momento em que estava a "agitar" o jogo, viu a sua participação na partida interrompida por força de uma lesão.

Dito isto a exibição q.b do F.C Porto justifica-se um pouco pelo esforço excessivo do jogo em Viena (na passada quinta-feira), onde grande parte dos atletas que compuseram o onze inicial jogaram sob condições praticamente desumanas.

São desta feita mais três pontos para o F.C Porto, continuando a equipa de André Villas-Boas com a "cabeça a prémio".

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Orgulhosamente únicos!


Depois do Real Madrid de José Mourinho ter sido "despachado" pelo Barcelona com uma mão-cheia de golos, depois do Manchester Utd. ter sido goleado pelo West Ham, apenas o F.C Porto resistia enquanto equipa invicta no futebol europeu.

Sob o comando de André Villas-Boas (treinador esse que, segundo Luis Filipe Vieira, foi contratado "à pressa"), o F.C Porto tinha hoje nova "prova de fogo" ao seu estatuto de invencibilidade. Tal prova foi superada com brilhantismo e eficácia, tudo graças a um "hat-trick" de Radamel Falcao.

Foi um jogo especial. O F.C Porto voltava a um palco onde já foi feliz - e quem não se recorda das façanhas de Madjer e Juary ao poderoso Bayern? - com condições extremamente adversas. O campo estava coberto de neve e certamente que pela cabeça dos Portistas terá passado a célebre final em Tokyo diante do Penãrol (também ela em 1987).

O jogo até nem começou muito bem para os Dragões, que nos primeiros minutos denotaram alguma dificuldade em adaptar-se às condições extremas do relvado (e recorde-se que foi debaixo de condições semelhantes que a "Juve" foi eliminada ainda ontem, diante do Lech Poznan). Os Aústriacos, sem que nada o justificasse, conseguiram chegar à vantagem no marcador, no seguimento de um lance onde foi notória a falta de comunicação momentânea entre Otamendi e Helton.

Otamendi, poucos minutos mais tarde acabaria por se "redimir", ao servir brilhantemente Falcao para o 1-1. O resultado não era o mais justo (já que o F.C Porto na primeira parte ainda dispôs de duas oportunidades de Varela e de uma de Falcao), mas efectivamente foi assim que as equipas recolheram às cabines.

Na segunda-parte mais do mesmo. O F.C Porto entrou dominador, pressionante, mas as condições do relvado impediam a livre e criteriosa circulação de bola que o F.C Porto nos tem habituado a fazer.

No entanto Falcao voltou a mostrar o porquê de ser uma ameaça terrível às defesas contrárias e, na sequência de duas "bombas" de Hulk (um cruzamento e um remate frontal), o Colombiano voltou a facturar já dentro dos 10 minutos finais.

Foi uma grande vitória. Uma vitória que atesta a categoria e classe de uma equipa superiormente orientada que, mesmo em condições adversas, consegue encontrar o melhor caminho para alcançar o sucesso colectivo.

No meu ponto-de-vista, a par desta vitória, existem mais três que são sem margem de dúvida o maior atestado de competência quer da equipa, quer do treinador. Refiro-me precisamente à vitória em Coimbra (no célebre "dilúvio", diante da Académica), à vitória expressiva diante do Benfica e à vitória por 1-3 em solo Turco, diante do Besiktas (jogo em que o F.C Porto conseguiu marcar dois golos com apenas dez jogadores em campo, número esse que viria ser ainda mais reduzido após expulsão de Fernando).

Hoje, como é óbvio, a equipa e o treinador estão de parabéns mas, no meu ponto-de-vista e para lá do destaque óbvio a Falcao, não há como não destacar as excelentes prestações de Freddy Guarín, Moutinho, Fucile e Hulk.

O F.C Porto continua, assim, com a "cabeça a prémio".

domingo, 28 de novembro de 2010

Perante tanto contratempo, manteve-se a invencibilidade...


O F.C Porto já leva 31 jogos oficiais sem perder (contabilizando encontros de carácter nacional e internacional).

O último destes encontros realizou-se ontem e de tudo foi feito para que a hegemonia Portista sofresse um pequeno abalo.

Apesar das maçãs que foram atiradas para o relvado (afinal também há energúmenos no Sporting C.P), apesar dos lasers apontados à cara de J.Moutinho, apesar do discurso descabido e pleno de hipocrisia do presidente Bettencourt em tom elogioso para com a "ex-maçã podre", apesar do golo em fora-de-jogo de Valdés, apesar da expulsão perdoada a Maniche, apesar da expulsão mal assinalada a Maicon (depois de revisto o lance e de ter lido as crónicas nos principais diários desportivos, é uma evidência que o central foi mal expulso) e apesar da expulsão de André Villas-Boas, o F.C Porto permanece invicto.

Nem mesmo uma arbitragem "habilidosa" e um Sporting a (tentar) realizar o jogo da "sua vida" foram capazes de destronar um F.C Porto que tem mostrado personalidade e clarividência jogo após jogo.

A crónica deste jogo já foi por mim feita no dia de ontem, mas em jeito de resumo poder-se-á dizer que o jogo se divide em três partes:

- Uma primeira-parte onde um F.C Porto pleno de sobranceria não impôs o seu habitual nível de intensidade.

- Uma segunda-parte onde o F.C Porto prometia uma "remontada", jogando a campo todo e constantemente em cima das linhas recuadas do Sporting C.P.

- Um resto de segunda-parte após expulsão de Maicon, em que Jorge Sousa fez questão de cortar o ímpeto a um F.C Porto cada vez mais sufocante.

Parafraseando Villas-Boas, "o F.C Porto continua assim com a cabeça a prémio"!

sábado, 27 de novembro de 2010

Soube a pouco...


Olhando para os dados estatísticos (designadamente tendo em conta o factor "casa" e o número de jogadores com que cada uma das equipas terminou o jogo), o 1-1 até poderia ser considerado um resultado aceitável. Mas para quem viu o jogo, sobretudo para quem for Portista, fica a clara sensação que um pouco mais de atitude na primeira-parte teria sido meio caminho andado para uma vitória expressiva.

O Sporting C.P até entrou pressionante, com jogadores como João Pereira, Maniche, Pedro Mendes, Liedson e Postiga que jogaram nos "limites". Mas efectivamente sempre que o F.C Porto tinha a bola em sua posse, o jogo pausava, serenava e ficava à mercê de uma investida pela certa. Foi isso que se viu na primeira-parte quando, por exemplo, Radamel Falcao falha uma chance clara de golo na "cara" de Rui Patrício.

O problema é que a esse futebol criterioso e pausado, faltou atitude. Aliás, o verdadeiro F.C Porto "à Porto" viu-se na segunda-parte (sobretudo até à expulsão de Maicon).

Depois de Valdés, ainda na primeira-parte, ter feito um golo absolutamente fortuito (numa jogada que resultou de uma reposição de bola do guarda-redes...e ainda para mais em fora-de-jogo), Radamel Falcao reestabeleceu o empate com que o jogo viria a terminar, concluíndo com êxito uma jogada brilhantemente construída por Moutinho e Hulk.

Depois do empate do F.C Porto e pela forma pressionante como a equipa apareceu na segunda-parte, confesso que esperei que o F.C Porto confirmasse a "remontada". Mas enganei-me. Jorge Sousa fez "vista grossa" a uma agressão de Maniche a João Moutinho, mas não a fez quando Maicon "atropelou" Liedson.

Não discuto sequer se a expulsão de Maicon é justa (sim, porque o central Brasileiro foi displicente e com isso prejudicou a equipa), mas lamento a dualidade de critérios do senhor do apito.

Por outro lado e para a "festa" ficar completa, André Villas-Boas foi expulso do jogo, em mais um lance onde o sr.Jorge Sousa, que tanto gosta de se fazer mostrar, foi excessivamente disciplinador (mas sempre para o mesmo lado, refira-se).

Após a expulsão de Maicon o F.C Porto compactou o meio-campo e serenou toda a sua estrutura com a boa entrada de Otamendi.

Mesmo com 10 unidades esperava mais do F.C Porto, sobretudo tendo em conta que este mesmo F.C Porto foi capaz de marcar três golos em solo Turco (diante do Besiktas) com menos unidades em campo.

Em suma, o F.C Porto segue invicto no seu percurso e do ponto-de-vista individual, registaria as boas exibições dos laterais (Rafa e Sapunaru), assim como o bom jogo do ponta-de-lança Falcao.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vale tudo



Para muitos e bem pode ser o melhor treinador do mundo, mas com estas atitudes que prejudicam o futebol e a sua verdadeira essência para mim fica longe disso, mesmo ganhando tudo.

domingo, 21 de novembro de 2010

Serviços mínimos


Uma exibição q.b carimbada com um golo solitário de Radamel Falcao, foi suficiente para eliminar o Moreirense no seu reduto.

Jogar em Moreira de Cónegos não era fácil. Não pelas condições meteorológicas e da qualidade do relvado, mas acima de tudo pela dimensão mais reduzida do terreno de jogo.

Sem deslumbrar e com uma estrutura defensiva extremamente segura, o F.C Porto tomou sempre o controlo absoluto da partida e justificou em pleno a vitória.

Nesta partida houve alguns registos a fazer pela positiva e outros tantos pela negativa. Se por um lado Belluschi foi, na minha opinião, o jogador com nota mais elevada em campo, por outro lado a exibição de Walter foi um tanto ou quanto confrangedora. Walter já provou que é um jogador com imenso potencial, no entanto hoje não soube aproveitar mais uma boa oportunidade que lhe foi dada. Não aproveitou ele, aproveitou Falcao.

Radamel Falcao continua decisivo como sempre, pelo que a sua entrada colocou em sobressalto a defensiva do Moreirense.

Por outro lado esta terá sido também a exibição menos conseguida de Hulk esta época (de quem também se esperava mais).

Do ponto-de-vista dos destaques, resta-me atribuir boa nota a Rafa que aparentemente não acusou o peso e a responsabilidade de substituir Álvaro Pereira, tendo estado bem durante os 90 minutos.

Em suma, o objectivo geral foi cumprido, o F.C Porto ganhou e manteve-se como a melhor defesa da Europa. Nem sempre se pode vencer com "nota artística" elevada.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Assim dá gosto...


É preciso rodar a fita muito atrás para encontrar uma selecção nacional (cada vez mais Portuguesa na íntegra) a jogar tão bem quanto a actual.

Paulo Bento, contra todas as expectativas, tem obtido resultados brilhantes e tudo fruto de um trabalho que assenta no critério da "não-invenção". Hoje foi o culminar de um arranque fantástico de Paulo Bento ao serviço da selecção. Ainda que o jogo de hoje, diante da Espanha, tenha sido de carácter meramente amigável, a verdade é que a selecção Portuguesa não relaxou, jogou em "alta rotação" e goleou a actual campeã do Mundo por uns "escassos" 4-0.

Antes de mais, considero-os escassos na medida em que a par de mais uma mão-cheia de oportunidades por concretizar, C.Ronaldo fez um golo de antologia que o árbitro do encontro fez questão de invalidar. Os 5-0 seriam, desta feita, o resultado com que na prática terminaria o encontro face ao que se passou dentro das quatro-linhas.

Mas mais do que qualquer golo eu realço a postura da equipa. Neste momento eu olho para a selecção e vejo uma equipa organizada, sem recurso aquela que foi em tempos a habitual "batalha de egos". Vemos um Ronaldo motivadíssimo e a jogar como nunca, vemos um Nani em excelente forma e, por exemplo, um Postiga "renascido" - quem diria!

Para lá de todos estes destaques é absolutamente notável a forma actual de jogadores como João Moutinho. Esteve em dois dos quatro-golos e foi o nosso Iniesta de serviço. Uma verdadeira "formiga" naquele meio-campo que imprimiu uma intensidade de jogo elevadíssima!

É óbvio que a selecção Espanhola, em alguns momentos, não abordou o jogo com total seriedade mas que isso não sirva para tirar mérito a uma selecção Portuguesa que vem cimentando um estilo de jogo e um modelo táctico a cada partida que realiza.
É caso para dizer que se porventura Gilberto Madail tivesse tido sucesso naquela "operação Mourinho", provavelmente os resultados práticos não teriam tido esta proporção. Com um treinador mais barato e vindo do desemprego, os resultados estão a ser manifestamente satisfatórios.
Portugal está de parabéns!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Mantorras de cabelo cumprido

Os campeões nacionais venceram a Naval 1.º de Maio, por 4-0, numa partida que contou para a 11.ª jornada do Campeonato Nacional. Kardec abriu o marcador, Gaitán bisou e Nuno Gomes concluiu a goleada.

Este encontro começou com um ritmo muito elevado. A Naval não utilizou o “autocarro” e assumiu uma postura de jogar o jogo pelo jogo, o que é sempre salutar. Os campeões nacionais entraram com tudo e tiraram proveito da velocidade nas alas, com ambos os flancos a participarem activamente no processo ofensivo.

Curiosamente, o primeiro sinal de perigo do jogo surgiu dos pés de Fábio Júnior, que depois de ter alguma sorte em ressaltos obrigou Roberto a uma defesa espectacular para canto. A resposta não tardou e através de uma jogada de encher o olho a qualquer adepto do desporto-rei, o Benfica inaugurou o marcador. Salvio desmarcou Saviola com mestria, o trinta “encarnado” levantou a cabeça e descobriu Alan Kardec solto no centro da área, que só teve de empurrar com classe.

O acelerador ficou preso no fundo e houve muita qualidade no Estádio da Luz. No espaço de dois minutos, Aimar brilhou e só não aumentou a parada devido à boa oposição do guardião da Naval, Salin. No primeiro lance ficou registada uma excelente iniciativa individual de Nico Gaitán, que transformou a defensiva da Figueira da Foz em “manteiga”.

A formação às ordens de Rogério Gonçalves só conseguiu apresentar algum perigo através de bolas paradas e aos 21 minutos, Hugo Machado atirou ao poste, com Roberto a controlar a trajectória do esférico.

Volvidos quatro minutos, o endiabrado Salvio centrou de pé esquerdo para a cabeça de Kardec, que obrigou Salin a defesa apertada no chão. O ritmo de jogo abrandou, mas o Benfica manteve sempre o controlo do jogo, gerindo superiormente a posse de bola. Até ao apito do árbitro Vasco Santos, destaque para um remate do médio defensivo Airton, que chegou a 25 metros da baliza da Naval, encheu o pé direito e lançou uma bomba para defesa muito complicada a dois tempos do guardião francês.

Magia argentina

Nos primeiros 60 segundos da etapa complementar, o ataque dos “encarnados” fabricou uma bela jogada de entendimento e Gaitán brilhou. Salvio apostou numa diagonal para a área, desmarcou Aimar que rematou prontamente para defesa incompleta de Salin para a frente, proporcionando, assim, a Gaitán, um golo de muita qualidade com a parte de fora do pé esquerdo. A bola entrou na “gaveta” e levou o Estádio dos campeões nacionais ao rubro.

Com este golo, a Naval 1.º de Maio quase atirou a toalha ao chão e “ofereceu”, de vez, a iniciativa de jogo ao Benfica, limitando-se a defender no sector mais recuado do seu meio-campo. As oportunidades continuavam a aparecer e o terceiro golo era uma certeza.

A meia-hora do apito final, Salvio voltou a fazer das suas. Ganhou a linha de fundo no flanco direito e centrou a bola para o segundo poste, onde estava Gaitán, mais uma vez no sítio certo, a elevar o número de golos desta ronda da Liga.

Franco Jara entrou para o lugar de Alan Kardec e aos 74 minutos trabalhou com classe na esquerda, trocou as voltas ao marcador directo e centrou rasteiro para Aimar, que com algum infortúnio, acertou no poste.

Passados cinco minutos, Gaitán quase chegou ao hat-trick com um lance de génio. Aproveitou o adiantamento de Salin e arriscou o chapéu, que só não foi bem sucedido porque o guarda-redes da Naval “esticou-se” e cedeu canto.

A equipa da foz do Mondego só teve um lance de registo no segundo tempo. Alex Hauw tentou surpreender Roberto com um remate rasteiro, mas mais uma vez, o guarda-redes do Benfica demonstrou segurança e defendeu para a linha de fundo.

A cereja no topo do bolo estava reservada para os 88 minutos da partida. Nuno Gomes que tinha rendido Gaitán (foi aplaudido de pé pelos adeptos) pressionou Salin que estava fora da área, obrigou o francês a errar e fruto da sua grande experiência, não teve dificuldades em fechar a contabilidade da noite.

No próximo jogo da Liga portuguesa, o Benfica desloca-se ao Estádio Municipal de Aveiro, para defrontar o Beira-Mar.

O Sport Lisboa e Benfica apresentou-se em campo com o seguinte onze: Roberto; Ruben Amorim, David Luiz, Sidnei, Fábio Coentrão; Airton, Gaitán (Nuno Gomes 86’), Salvio, Aimar; Saviola (César Peixoto 76’) e Kardec (Franco Jara 52’).

in SLBenfica.pt